quarta-feira, 29 de abril de 2015

Um abuso da PSP!

Depois de terem estado sem qualquer utilização durante mais de um mês, metade das já famosas baias da Av. João Crisóstomo, estavam esta manhã alinhadas na beira do passeio fronteiro ao Ministério da Saúde, para conter alguns manifestantes que hoje se tenham manifestado.

No fim de mais uma mini manifestação, o que é que a polícia fez. Amontoou as baias ocupando metade do passeio. E não está em causa se o resto do passeio permite a passagem de uma cadeira de rodas, como me respondeu o policia que estava à porta do Ministério, quando me dirigi a ele a manifestar o meu desagrado por esta atitude continuada da polícia. O que está em causa é o desrespeito, que mais não é que um abuso da autoridade, sobre os peões e moradores.

Qualquer dia ocupam o passeio todo. Vamos ver quantos dias é que vão ficar assim, sem qualquer utilização.

sábado, 25 de abril de 2015

41 anos do 25 de Abril

Num momento em que a sombra do visto prévio pairou sobre a nossa democracia e a liberdade de expressão que me permite escrever aquilo que penso e que quero, sem ter que ser politicamente correcto ou vergar-me aos que preferem o imobilismo, o facilitismo e o silêncio, à afirmação, determinação e intervenção em defesa dos ideais em que acreditamos, recordo hoje quem de uma forma simples, na qual me revejo totalmente, afirmou um dia que “às vezes é preciso desobedecer”. Foi essa desobediência que nos permite viver em Liberdade há já 41 anos.

Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga


Aquele que na hora da ganância

Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso

Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»

como antes dele mas também por ele
Pessoa disse

Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 23 de abril de 2015

E quer esta gente ser governo XXV

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Cofres cheios?
Vamos pensar à grande e gastar como se não houvesse amanhã. 

Vejam bem o rigor das contas socialistas e como preparada esta gente está para governar. Tantos meses para se prepararem e aquilo que conseguiram foi copiar a receita do Sócrates e nem uns míseros números conseguem decorar.

Será mesmo que se prepararam, ou reuniram-se apenas uns minutos na tasca da esquina, antes de irem para a conferência de imprensa, gozar com os portugueses? 

Será que eles sabem mesmo o que apresentaram?

E quer esta gente ser governo!

McDonald's e lixo

O consumo na rua, cada vez mais frequente, por parte de clientes do McDonald's da Av. da República e a existência de uma única papeleira no local leva a que diariamente ao final do dia, mas também muitas vezes já durante o dia, seja este o espectáculo que é oferecido a quem passa.

Se por um lado é visível que os causadores desde problema até procuram a papeleira para colocarem o lixo, denotando civismo e cuidado, por outro é patente que uma única papeleira é totalmente insuficiente.

Mas também o próprio estabelecimento, que contribuiu para esta situação, não pode ser isento de culpas. Aliás noutros pontos da Freguesia de Avenidas Novas e um pouco por toda a cidade, este problema do lixo provocado pelo consumo de alimentos e bebidas (alcoólicas ou não) na via pública, começa a atingir proporções às quais é necessário por cobro, se não queremos as nossas ruas transformadas permanentemente em lixeiras.

Se é cada vez mais sublinhado, o bom desempenho, dedicação e profissionalismo, dos funcionários da Junta de Freguesia de Avenidas Novas afectos à limpeza e varredura das ruas, quer por parte da população quer por parte dos autarcas, como foi referido por todos na última Assembleia de Freguesia a 25 de Março, é mais do que evidente que só isso não chega. Além de não ser possível ter um funcionário da limpeza permanentemente de plantão em cada um destes locais.

E se o bem estar dos que moram ou trabalham junto destes locais deve estar sempre em primeiro lugar, não nos podemos esquecer que estamos a falar em zonas nobres da cidade, com grande carga turística, nomeadamente pelo cada vez maior número de hotéis na zona, mas também pelos serviços de restauração que oferecem, que atraem a esta zona muitíssima gente, sejam Lisboetas ou turistas nacionais e estrangeiros. É também a nossa característica de bem receber que fica posta em causa. 

É necessário um claro reforço de papeleiras (ou outro género de receptáculos para o lixo) nestas zonas, mas também envolver os estabelecimentos neste combate ao lixo, pois se eles são o primeiro contributo para esta situação, também que de certeza não gostam destas lixeiras à sua porta e têm que ser chamados a participar e contribuir para a sua resolução.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A política é um dever de cidadania

A cada dia que passa, vejo cada vez mais em Sá Carneiro um referencial e a certeza que a forma como tenho encarado a presença na vida politica e autárquica é a correcta.

A participação política tem sido sempre encarada por mim como um dever de cidadania, uma forma de servir a comunidade, a que me entrego livremente, colocando sempre os princípios e as causas acima dos interesses e jogos pessoais, princípios de que não abdico.

Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais, isso é política que vale a pena”, esta é a forma como sempre estive, estou e estarei na política, com frontalidade, honestidade e lealdade, valores que fazem cada vez mais sentido para mim, mas que vão sendo, infelizmente, cada vez mais raros.

terça-feira, 21 de abril de 2015

E quer esta gente ser governo XXIV



Se Sócrates apresentou o cheque bebé, Costa promete repor todos os salários e pensões, logo no primeiro ano de mandato. Se Sócrates prometeu 150 mil empregos, Costa promete, agora, repor de imediato todos os salários da função pública. Se Sócrates quis fazer um choque tecnológico, Costa parece querer levar o país à Lua. Costa promete baixar de imediato o IVA da restauração para 13%, nem foi para 18% ou 15%, foi mesmo para 13. Costa ainda foi mais longe do que Sócrates ao prometer retirar a sobretaxa do IRS de uma assentada só, repor as 35 horas na função pública, aumentar o salário mínimo para 552 euros e baixar o IMI. Onde já vai o PEC4. Se esquecermos a integração europeia ou o espaço de defesa comum ao hemisfério norte, entre o PS de Costa e o BE ou PCP não notamos diferença.



Porque as verdades têm que ser ditas, mais uma vez esteve bem Duarte Marques, no seu artigo de hoje no Expresso, na análise ao desvario socialista que Costa promete para o país e a comparação com a sua actuação na Câmara de Lisboa, onde apesar o Estado ter assumido 43% da dívida da Câmara de Lisboa, António Costa "conseguiu que a despesa de Lisboa tenha subido 17% em dois anos". A ler na integra aqui.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Arrependeram-se?

Menos de 24 horas depois de finalmente ter retirado as baias, que há vários meses teima em deixar no passeio, parece que a PSP ou se arrependeu ou afinal não tem espaço nos seus armazéns para arrumar meia dúzia de baias.

Vergonhosa esta atitude da PSP, que insiste em fazer da via pública armazém. Até quando vamos ter que ter as baias no passeio, sem qualquer utilidade prática, apenas para que os senhores policias não tenham o trabalho de as carregar, quando forem realmente necessárias.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Demoraram, mas lá as levaram.

Largos meses depois de terem começado a fazer da Av. João Crisóstomo armazém e dois meses depois de eu ter aqui começado a denunciar esta situação inexplicável, a PSP lá retirou hoje durante a manhã as baias, que apenas tinham como utilidade o irem acumulando lixo debaixo delas. Mais vale tarde que nunca!

Vamos agora ver quanto tempo mais é que a situação se vai manter na Av. 5 de Outubro

Sobre o abate de árvores na Av Álvaro Pais

No passado dia 20 de Março a Junta de Freguesia de Avenidas Novas deu inicio a uma intervenção nas árvores existentes no separador central da Av. Álvaro Pais, que passou pelo abate de diversas árvores e pela poda de outras e que ficou concluído esta semana.

Esta intervenção, como outras que estão a decorrer na Freguesia, foi antecedida uma sessão pública promovida pela Junta de Freguesia, com a presença de uma técnica da CML, para "Apresentação à população do plano de intervenção nas árvores em caldeira da Freguesia". Infelizmente e apesar de ter sido bastante divulgada (em várias páginas do Facebook, nas vitrines da Junta de Freguesia, por e-mail e directamente aos moradores das artérias onde vão decorrer estas intervenções), esta sessão teve pouca afluência.

A responsabilidade de manutenção das chamadas árvores de alinhamento ou em caldeira, é uma das novas competências das Juntas de Freguesias, que um pouco por toda a cidade estão a realizar podas e abates quando necessário, devido ao mau estado de conservação e ao perigo que essas árvores podem vir a representar em caso de queda. Estas acções que deveriam ser feitas regularmente (principalmente as podas preventivas) e que até agora eram da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, foram sendo por esta sucessivamente adiadas, chegando a maioria das árvores da Freguesia ao estado em que hoje se encontram, obrigando a que em algumas artérias e de uma vez só se proceda ao abate de um grande numero de árvores.

Foi o que aconteceu na Av. Álvaro Pais, onde o estado de conservação das árvores era aquele que as fotos documenta.

No entanto e apesar do cuidado que houve de antecipadamente dar a conhecer qual o plano de intervenção e as razões de em algumas situações ser necessário proceder a abates, situações a que só se deve recorrer em último caso e que são sempre do desagrado das populações, a verdade é que logo no dia em que se iniciaram estes abates, houve de imediato comentários, no facebook, mas também outros que me foram feitos pessoalmente a questionar e criticar os abates.

Comentários curtos, como "Arboricídio", "abate sem informação é violação", "sem palavras" ou "sem comentários", mas também outros a criticar pura e simplesmente os abates, que mais não seriam que crimes injustificados, que a Junta de Freguesia estaria a cometer. Quanto à falta de informação, como atrás referi, a mesma existiu e continua a existir, uma vez que a Junta está a avisar com antecedência as artérias onde vai intervir. Quanto aos crimes que estariam a ser cometidos, seria importante que em vez de criticarem só por criticar, houvesse o cuidado de no minimo verificarem o estado em que essas árvores se encontravam (já que até houve quem tirasse fotografias durante o abate), pois uma simples observação dos cotos explicaria o porquê dos abates (com uma ou duas excepções em que o apodrecimento da árvore era visível apenas a partir de um pouco mais acima), como as fotografias abaixo bem documentam:

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Juros a 2 anos -0,4% - Lembram-se da maldita espiral recessiva?

Lembram-se da maldita espiral recessiva?

Lembram-se da ideia da renegociação da divida?

Lembram-se do manifesto dos marretas?

Lembram-se do manifesto dos simpáticos, daqueles que queriam colocar os interesses gregos à frente dos nossos, entre os quais se incluem pelo menos dois pré-candidatos a Presidente da República?

Lembram-se daqueles que queriam que seguíssemos os passos dos gregos?

Portugal saiu da crise? Estamos agora bem e sem problemas? Claro que não. 

Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas estas notícias de hoje, são mais um exemplo de que estamos no bom caminho e que não podemos voltar aos tempos do despesismo e desvarios socialistas, que nos levaram a pedir a ajuda externa em 2011, quando os mesmos juros, que hoje tocaram pela primeira vez na nossa história valores negativos, atingiam os 17,5%.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Apresentação do plano arquitetónico para a antiga Gare do Arco do Cego

 
Estive presente na passada segunda-feira na apresentação do projecto de arquitectura desenvolvido para a antiga Gare do Arco do Cego, que irá acolher o futuro Técnico Learning Center. Um projecto de arquitectura simples, mas funcional e que na sua essência salvaguarda o ambiente e os valores da memória e do passado novecentista do edifício.

"A reabilitação da antiga gare do Arco do Cego, cujo direito de superfície foi cedido ao IST pela Câmara Municipal de Lisboa, representa a mais importante iniciativa infraestrutural executada pela escola no campus histórico da Alameda em várias décadas".

Nestas novas instalações, abertas à cidade e à sociedade civil, como referiu o Professor Arlindo Oliveira, Presidente do IST,  pretende-se criar um espaço de grande qualidade para a comunidade académica e científica, aberto 24 horas por dia. Estas instalações, darão apoio a actividades que estimulem a interligação entre a comunidade estudantil, as empresas e a sociedade.

Será também instalado neste local, numa área de 695 m2 (cerca de 20% da área da antiga gare) o primeiro posto de socorro avançado do Regimento de Sapadores Bombeiros, construído a expensas do IST. Este posto avançado, irá substituir o actual quartel na Av. Defensores de Chaves, uma área enorme, no centro de Lisboa extremamente apetecível para construção, que inclui além do edifício propriamente dito, uma parada e uma torre oca para treinos. Sobre o futuro deste espaço, julgo que nada se sabe por enquanto, mas será fácil de imaginar que infelizmente o seu desmantelamento e substituição por mais um projecto imobiliário, será o futuro mais que provável.

Sobre o actual parque estacionamento existente no local, o projecto de arquitectura agora apresentado nada mostra e na apresentação do mesmo nada foi referido, mas o jornal Público afirma que será transferido para o subsolo. Este estacionamento subterrâneo foi aprovado em reunião de Câmara de 24-10-2012 (proposta 601/2012) e deverá ser uma peça importante e fundamental deste projecto, não só para colmatar a perda dos lugares actualmente existentes na antiga gare do Arco Cego, mas também para responder à procura de estacionamento extra, que o equipamento agora apresentado irá provocar na zona.

Outra diferença substancial entre o estudo prévio agora apresentado e a proposta camarária 602/2012, aprovada também na reunião de 24-10-2012, diz respeito à área envolvente à antiga gare. Previa essa proposta que:

O Instituto Superior Técnico fica obrigado a realizar os arranjos exteriores, tanto das parcelas assinaladas a orla verde na Planta n.o 12/085/DPSVP, consideradas como áreas non aedificandi, responsabilizando-se pelo projeto e construção do jardim envolvente ao edifício da Gare, bem como, do acesso ao espaço para serviços municipais de proteção civil, assinalado a orla laranja na mesma planta, totalizando uma área até 2.900m2, considerando os seguintes trabalhos (cf.Anexo II e IV que se dão por integralmente reproduzidos e fazem parte integrante da presente proposta): a) Impermeabilização e isolamentos sobre enchimento e camada de forma; b) Rede de drenagem, rede de rega e rede de incêndios; c) Terra vegetal para áreas ajardinadas e as áreas ajardinadas e respetivas plantações; d) Pavimentos e caminhos de superfície; e) Mobiliário urbano, guardas e iluminação;

Mais, no anexo II da proposta 602/2012, em carta do Vereador Manuel Salgado dirigida ao Presidente do IST, datada de 11-6-2012 é claramente dito que "Será da responsabilidade do IST (conforme email enviado em 14.03.2012) projectar e construir o jardim envolvente ao edifício da gare, com área aproximada de 2.900,00 m2"

Apesar de no estudo prévio de arquitectura agora apresentado ser afirmado que "Os arranjos exteriores da área de intervenção abrangem uma área 2900 m2 sendo necessárias intervenções a nível de impermeabilização, infraestruturação, tratamento de áreas ajardinadas, pavimentação e colocação de mobiliário urbano", em todas as imagens apresentadas a zona envolvente ao edifício apresenta-se totalmente coberta por calçada portuguesa, havendo até imagens em que parte da zona relvada do actual jardim é substituída por calçada portuguesa. Ora esta situação não só está de acordo com o aprovado em reunião de câmara, como é inaceitável a diminuição da área verde actualmente existente.

Por outro lado, a construção deste Learning Center irá aumentar substancialmente a carga humana a que diariamente o Jardim do Arco Cego já está hoje em dia sujeito, e que não sendo o único factor que contribui para o estado que desde há muito apresenta é certamente o principal, pelo que o aumento previsível de pessoas a usufruir deste jardim, que é sem dúvida um enorme sucesso, só contribuirá para uma maior degradação do mesmo. Convém pois desde já, acautelar esta situação e tomar medidas de que o IST não se deverá alhear, para se evitar uma maior degradação do jardim.

Aquando do aparecimento das primeiras noticias sobre este projecto em 2011, houve uma reacção bastante positiva por parte de moradores e comerciantes da área envolvente, que viam no aumento de circulação de pessoas durante 24 horas, por um lado um aumento da segurança, principalmente no período nocturno, e por outro uma possibilidade de aumento do negócio, no caso dos comerciantes.

Mas se esta apresentação foi dirigida para a comunidade académica e empresarial, é importante promover uma apresentação à população e autarcas, no sentido de envolver a comunidade local neste projecto, como tão bem fez questão de frizar por diversas vezes o Professor Arlindo Oliveira, com quem tive oportunidade de trocar umas breves palavras no final da sessão e que se mostrou totalmente aberto e interessado numa apresentação nesses moldes, e que poderá ao mesmo tempo ser um momento para esclarecer as questões que atrás levantei.

O IST conta lançar o concurso público das obras de reconversão da antiga gare do Arco do Cego, cujo custo estimado é de 3,3 milhões de euro, no segundo semestre deste ano, prevendo estar concluídas no inicio de 2017.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Postais das Avenidas Novas 11

Contrastes. Enquanto uns utilizam o espaço da entrada para as Urgências do antigo Hospital Particular de Lisboa, na Av. Luís Bivar, para fugirem ao pagamento do estacionamento à EMEL, quando se calhar nem têm necessidade de o fazer, outros fazem deste espaço a sua casa.

10 milhões de euros para tapar os buracos que António Costa deixou na cidade

Desta vez parece que estamos todos de acordo - António Costa deixou Lisboa cheia de buracos e até o novíssimo Vice-Presidente da CML assume isso mesmo. Duarte Cordeiro anunciou "que a repavimentação de Lisboa é uma das prioridades deste executivo. Nos próximos dois anos vão ser investidos cerca de dez milhões de euros para "consertar" cerca de uma centena de vias da cidade de Lisboa".

Tantos milhões são a prova do estado catastrófico em que Lisboa se encontra. Espero é que com tanta força e rapidez, com que a nova liderança da CML está a querer começar, não se limitem a despejar alcatrão, cobrindo ao mesmo tempo os passeios, como nos alcatroamentos eleitorais de Setembro de 2013, em que em muitos situações o piso da faixa de rodagem ficava mais alto que o passeio e em que meses ou mais de um ano depois, ainda estávamos (e nalguns casos ainda continuamos) à espera das pinturas das passadeiras. 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A Calçada Portuguesa

Um excelente artigo/estudo sobre a calçada portuguesa, publicado no site ArchDaily Brasil, onde começando por fazer uma introdução histórica, seguido de uma série de indicações técnicas, quer sobre o tipo e tamanho das pedras utilizadas, quer sobre a forma como é construída a calçada portuguesa, nos dá também um conjunto de elementos sobre o custo da calçada portuguesa comparativamente a outros pisos e onde facilmente se conclui, que ao contrário do que é muitas vezes afirmados pelos detractores da calçada, o seu custo não é de forma alguma dos mais elevados, sendo o custo de manutenção (desde que bem construída inicialmente) dos mais baixos

É também feito um contraponto entre os prós e os contras da calçada portuguesa, em que relativamente a estes últimos e à falta de melhores argumentos, voltam a aparecer os já habituais saltos altos dos sapatos das senhoras e a dificuldade de locomoção por parte dos portadores de cadeiras de rodas. Sendo argumentos válidos, principalmente o último, a verdade é que ambos apenas têm razão de ser devido a uma "falta de fiscalização e manutenção nesta área, fazendo com que o trabalho não apresente rigor na sua execução, gerando problemas futuros", com uma deterioração por vezes muito rápida e profunda.

Esta falta de rigor e de qualidade da calçada portuguesa é fruto da "falta de técnicos especializados para uma boa execução destes trabalhos(...). Um investimento nesta área poderia dar oportunidade à criação de formações e postos de trabalho onde se especializassem profissionais na área e a possibilidade de explorar novas técnicas e novo produtos de tratamento da pedra".

Se a escola de calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, só por si não consegue dar resposta a esta questão, seria altura da Câmara pensar na realização de parcerias com as Juntas de Freguesias, que têm responsabilidade na manutenção de uma grande parte da calçada de Lisboa, mas também com as empresas de construção que actuam nesta área um pouco por toda a cidade (contratadas pela própria Câmara mas também por Juntas de Freguesias), de forma a aumentar o número de calceteiros com formação existentes, mas também certificar as empresas que podem estar habilitadas a realizar trabalhos de construção ou manutenção de calçada portuguesa em Lisboa. Desta forma teríamos no minimo a garantia, de que quem faz este trabalho, teria formação e estaria apto para o executar.

E os exemplos de que uma calçada bem construída resiste ao passar dos anos é por exemplo a existente na Av. da Liberdade, alguma da qual provém ainda do então Passeio Público e que ainda hoje se mantém em perfeito estado, ou na Rua Augusta. Mas felizmente também actualmente se vai continuando a fazer boa calçada portuguesa, como é exemplo a recentemente construída junto da entrada principal do El Corte Inglés ou por exemplo em alguns passeios da cidade do Porto, onde calçadas construídas nos últimos 10, ou mais anos, se mantêm em perfeito estado.
Olhai um passeio bem feito, direito, sem buracos nem falhas!?!?
Serão lajetas de lioz?
Serão blocos de cimento?
Betão ou betuminoso?
Não, são as horrendas pedras da calçada portuguesa que, aqui pelo Porto, desde 2001, persistem em ficar bem, para vergonha das suas congéneres de Lisboa...
Luis Salvador Marques Da-Silva in Fórum Cidadania LX

"Contudo ainda permanece o medo do desaparecimento da calçada e perca da identidade de Portugal".

A ler na integra aqui

domingo, 5 de abril de 2015

Lisboa em destaque no New York

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O New York Times tem por diversas vezes elogiado Lisboa e alguns dos seus tesouros, que fazem com que Lisboa seja apetecível e com pormenores únicos - os azulejos (se bem que se não tomarmos as devidas precauções, brevemente apenas os teremos na nosso memória e nos museus) ou o rejuvenescimento de espaços antigos, fazendo com que tudo "Everything old is new again in the Portuguese capital" - apresentando este vídeo na sua popular rubrica 36 Hours

Nos últimos anos têm sido inúmeros os artigos que internacionalmente promovem Lisboa, melhor que nós próprios e valorizam Lisboa como nós não temos conseguido.   

Pena é que Lisboa não promova da mesma forma a cidade, as suas novidades e os seus recantos, da mesma forma e com a mesma intensidade, junto dos Lisboetas. A CML não protege e não promove os nossos tesouros, sejam eles públicos ou da iniciativa privada e em alguns casos até parece que existe vontade de destruir alguns, como é cada vez mais evidente com o vergonhoso ataque à calçada portuguesa e pela falta de atenção que tem dado ao azulejo

Lisboa precisa de uma Câmara Municipal, que cuide da cidade e do bem estar dos seus cidadãos, se deixe de obras faraónicas e de fachada, mas que ao mesmo tempo tenha a preocupação de ter uma cidade para os turistas, que são uma importante fonte de receita para a cidade e para muitos comerciantes e que de forma alguma devemos desprezar e principalmente maltratar.

sábado, 4 de abril de 2015

O Expresso e o tabu do fim da calçada portuguesa em Lisboa

Subordinado ao título "Calçada portuguesa: tradição ou maldição?" o Expresso publica um artigo, que é um ataque totalmente despropositado e tendencioso à calçada portuguesa, dando no sub-titulo a quase certeza do seu fim: "Acabou o tabu sobre o mais típico pavimento português. A calçada portuguesa pode estar, em nome da acessibilidade, no princípio do fim". Nada de mais falso!

O artigo tem por inspiração a pseudo e ilegal consulta popular realizada em Campolide e é lamentável que o Expresso não tenha analisado os contornos deste pseudo referendo, nem referido a verdadeira dimensão de uma votação em que a taxa de abstenção foi de 97%. É com artigos como este, em que não é feita a mínima pesquisa, seguindo-se pelo caminho mais fácil e populista, que o Expresso tem perdido uma parte importante da sua reputação.

Para além disso, ao dar força à substituição da calçada portuguesa, como na referida pseudo consulta, o Expresso volta a cair no mesmo erro e na mesma demagogia do Presidente da Junta de Campolide, referindo apenas a sua substituição por outro tipo de piso, sem referir qual a solução.

Também a participação/entrevista a Pedro Homem de Gouveia, um dos responsáveis pelo plano de acessibilidade pedonal de Lisboa, é altamente tendenciosa, nomeadamente quando argumenta que os idosos, entre outros, preferem circular na faixa de rodagem, por causa dos buracos nos passeios, pois esquece-se de referir, que nomeadamente em Campolide, de onde é dado um desses exemplos, os peões preferem circular na faixa de rodagem, não por causa da calçada portuguesa, mas porque os carros estacionam em cima dos passeios, impedindo uma livre circulação dos peões e danificando irreparavelmente a calçada portuguesa. E isto apenas acontece por falta de fiscalização, nomeadamente por parte da CML. Mais, também não apresenta dados que justifiquem a afirmação de que "os peões que caminham na estrada representam a terceira causa de atropelamentos em Lisboa" e que isso se deve à calçada portuguesa, na medida em que afirma que não existem dados estatísticos sobre esta relação.

Para este assalariado da CML, que devia em primeiro lugar defender um dos principais símbolos de Lisboa, reconhecido internacionalmente, apenas existem defeitos na calçada portuguesa. Uma série de desculpas esfarrapadas, que apenas tentam justificar o injustificável e que mais não é do que a tentativa de, aos poucos se ir acabando com a calçada portuguesa, postura de que a actual vereação socialista da CML tem sido o principal impulsionador, em vez de se apostar seriamente na sua manutenção com qualidade.

Mas lamentável é também o fim do artigo, na parte em que supostamente são referidos os locais onde há calçada artística em Lisboa - 27, segundo Expresso. Ainda menos que os 29 a que a CML reduziu os locais onde diz que a calçada artística será preservada. Tal só se pode admitir se quem escreveu o artigo nunca tiver estado em Lisboa e como tal não conhecer a cidade.

Pior ainda que o número de locais é o facto de dois dos primeiros locais referidos, infelizmente já não terem calçada artística, pois a CML fez o favor de já a ter retirado - Praça do Comércio e Rua da Vitória (e aqui). Teria sido bom que a jornaleira do Expresso se tivesse dado ao trabalho de confirmar, local a local, se ainda lá existia calçada portuguesa e de verificar o estado em que o tal tão bom e milagroso "outro piso" se encontra.

Felizmente que ainda há quem defenda e bem a calçada portuguesa. Apesar de um artigo totalmente tendencioso pelo fim da calçada portuguesa em Lisboa, o Expresso lá deu um pequeno espaço aos defensores da calçada portuguesa que desde que bem feita e mantida é "o chão mais confortável do mundo".

Quanto às virtudes do tão propagado "outro tipo de piso" debruçar-me-ei noutro post.

14.458 pessoas podem aceder aos nossos dados fiscais, sem controlo. Isto sim é preocupante.

Independentemente da sua legalidade ou não (e já se concluiu que não o é) a questão da lista VIP, nos termos em que a esquerda a tem querido discutir, mais não é que um faits divers da nossa politica. Um post'it como alguém já lhe chamou, tal o seu tamanho.

O que me preocupa, isso sim, é que haja de 14.458 pessoas, das quais 2.302 nem sequer são funcionários das finanças, que possam devassar aos nossos dados ficais sem qualquer controlo, quando todos deveríamos ter a garantia da protecção do nosso sigilo fiscal.




Isto sim é preocupante.

Também na Av. 5 de Outubro a PSP faz da via pública armazém

Afinal não é só na Av. João Crisóstomo, frente ao Ministério da Saúde, que a PSP resolveu armazenar as baias que utiliza durante as manifestações. Também na Av. 5 de Outubro, frente ao Ministério da Educação, sem qualquer explicação aparente para tal, a PSP faz da via pública armazém, mais uma vez em prejuízo dos peões. 

Pagará a PSP taxa de ocupação da via pública?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Feliz Páscoa

São Sebastião, zona de guerra (2ª parte)

Na sequência do post que aqui publiquei, e também na Rua Marquês da Fronteira, a poucos metros da zona a que na altura me referi, o caos continua.

Em meados de Fevereiro o meu amigo Paulo Ferrero, publicava no Facebook a foto abaixo com a seguinte legenda - "Tanta miséria junta no espaço de 20 metros, Junta 2 caldeiras sem árvores, 1 árvore tombada, o vidrão terceiro-mundista e pilaretes partidos! Até qdo?"

Foto Paulo Ferrero 19-2-2015

Se quanto ao vidrão discordo da opinião do Paulo Ferrero, apenas se podendo questionar a sua localização, a verdade é que este troço da Rua Marquês da Fronteira, que liga a Rua Fialho de Almeida à Av. Ressano Garcia, tem sido desde a sua reformulação há uns anos, constantemente massacrado, muito por fruto do piso escorregadio que incompreensivelmente foi escolhido, (tipo calçada mas para os automóveis), e que desde logo se mostrou ser inapropriado para aquela curva, com um declive relativamente acentuado e que inúmeros acidentes tem provocado ao longo dos anos.

Estes permanentes acidentes, provocados por vezes por pequeníssimas derrapagens, deitam constantemente abaixo os pilaretes que delimitam a faixa de rodagem, sendo infrutíferas as suas substituições, pois rapidamente voltam a ser derrubados.

Entretanto, iniciaram-se umas obras junto das 2 saídas do metropolitano (1 na R. Marquês da Fronteira e a outra no início da Av. Ressano Garcia), relativamente às quais não se percebe a finalidade e que se encontram paradas já há mais de meio ano, agravando ainda mais o estado em que esta zona se encontra.


Até quando se irão manter estes estaleiros, cuja propriedade e responsabilidade não está afixada?

Quanto às árvores de que o Paulo Ferrero se queixa e bem, parece-me ser a questão de mais fácil resolução. Espero que a Junta de Freguesia de Aveninas Novas, no seu plano para as árvores em caldeira, as reponha o mais rápido possível (como aliás tem vindo a fazer em vários pontos da freguesia) e intervenha sobre a que se encontra inclinada no sentido de tomar medidas que corrijam a já forte inclinação que apresenta.

Já relativamente ao piso da faixa de rodagem, não se percebe por que é que desde o início não foi adoptada, por exemplo, uma solução idêntica à escolhida para o passeio mesmo ali ao lado (e mais recentemente na entrada do El Corte Inglés), que utiliza dois tipos de pedra, diminuindo em muito o risco de derrapagem, mas que ao mesmo tempo permite manter a luminosidade que a nossa calçada portuguesa tão bem sabe transmitir à cidade e tão característica é. Mas uma coisa é certa, se nada se fizer, os acidentes irão continuar, os pilaretes continuarão a ser derrubados (nem sei se valerá a pena investir na sua substituição) e os buracos provocados pelo derrube dos mesmos continuarão a "nascer" e a aumentar. É urgente, pois uma intervenção, que substituindo o piso existente, termine de vez com este caos.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Postais das Avenidas Novas 10

Estação de Metro Saldanha - Av. da República. 2 escadas viradas para o mesmo lado, e que vão dar exactamente ao mesmo local. Alguém se distraiu ou sou eu que não estou a perceber a utilidade destas 2 escadas