domingo, 29 de novembro de 2015

Costa e as gafes

Portugal e os seus quase 400 anos....
António Costa Junho 2015
Depois de em Junho ter mostrado desconhecer que Portugal é um país com quase 900 anos de existência, ao confundir o 1º de Dezembro de 1640 (Restauração da Independência) com o 5 de Outubro de 1143 data da Conferência de Zamora (Independência de Portugal), Costa provou hoje não ser a história o seu forte, ao afirmar que a NATO foi criada em 1959 e que a Turquia foi um dos países fundadores juntamente com Portugal.

A NATO foi criada em 4 de Abril de 1949 e a Turquia não foi um dos fundadores, tendo entrado na Organização apenas em 1952, juntamente com a Grécia.

É caso para perguntar, quem é que raio lhe escreve os discursos ou quem é o seu assessor para assuntos históricos. Isto promete

Já agora, será que para o ano vamos comemorar a Fundação no 1º de Dezembro, o feriado do 5 de Outubro vai deixar de comemorar a Implantação República ou passaremos a comemorar duas datas a 5 de Outubro? Por mim parece-me bem que o 5 de Outubro passe a ser também o feriado da nossa Independência, da mesma forma que o 1º de Dezembro volte a ser o feriado comemorativo da Restauração da nossa Independência.

António Costa, el gran prestidigitador*







Vamos ver......

*António Costa, o grande ilusionista

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Assim vai o nosso jornalismo

Jornal de Negócios 25-11-2015
Correio da Manhã 26-11-2015
Dois títulos vergonhosos. Enquanto uns são identificados pela profissão que exercem, outros são destacados pela deficiência e pela raça.

Se de um pasquim como o Correio da Manhã já nada nos espanta, do Jornal de Negócios esperava-se um pouco mais profissionalismo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

40 anos do 25 de Novembro

Há 40 anos um punhado de homens liderado por Jaime Neves restituíram-nos a Liberdade e a Democracia, valores pelos quais outros, com destaque para Salgueiro Maia, se bateram em 25 de Abril de 1974.


40 anos depois o Partido Socialista, que em 1975 esteve na primeira linha do combate ao PCP e ao PREC, de que a manifestação na Alameda a 19 de Julho de 1975 foi um dos marcos desse combate, alia-se à esquerda radical, primando pela ausência na reunião que deveria discutir uma eventual evocação parlamentar do 25 de Novembro, impedindo dessa forma que o Parlamento comemorasse a data, que colocou fim a um processo que pretendia impor ao país um regime radical de esquerda.

Este comportamento do Partido Socialista na Assembleia da Republica, só pode ser compreendido com a vontade de agradar aos seus novos amigos ou com o medo de romper esta nova amizade e colocar em causa a aprovação do governo e do orçamento de estado e contrasta frontalmente com a atitude do mesmo Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa, em que aprovou, juntamente com o PSD e CDS e contra o PCP, um programa evocativo desta data.

Dois pesos e duas medidas, para uma mesma situação, a que o PS nos irá, lamentavelmente, habituar nos próximos tempos, conforme precisar ou não do apoio da esquerda radical para se aguentar no poder.

No dia de hoje evocamos não só a data mas também a memória daqueles que em defesa dos valores de Abril, tombaram nesse dia na calçada da Ajuda, em Lisboa - Tenente Coimbra e o Furriel Pires.

Por isso, e como aqui já o disse, Obrigado Jaime Neves. Obrigado Comandos!

domingo, 22 de novembro de 2015

O gato Costa

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Ou como não olhar aos meios nem às consequências para atingir os fins

sábado, 21 de novembro de 2015

Curiosidades de uma maioria de esquerda

Ainda ontem votou-se uma outra resolução do PSD+CDS, dedicada especificamente aos principais compromissos europeus de Portugal. A esquerda voltou a dividir-se mas neste caso o PS não votou a favor - absteve-se. Os proponentes e o PAN fizeram aprovar o texto, enquanto BE, PCP e PEV voltaram a votar contra.

Se da parte do PCP e  BE o voto contra estes dois projectos de resolução apresentados pelo PSD e CDS, não surpreende, já a abstenção do PS num projecto de resolução, que no seu primeiro ponto deliberativo pretende "Reafirmar a vontade nacional empenhada na participação plena de Portugal na União Europeia e na União Económica e Monetária, em particular", não deixa de ser preocupante.

Como afirmou o deputado do PSD Sérgio Azevedo "quem ignora as divergências entre os partidos de esquerda nestas matérias "ou está a enganar-se a si próprio, e por conseguinte, a enganar os portugueses, ou está a usar um embuste para se apropriar do exercício do poder".

Projeto de Resolução 2/XIIISobre a afirmação dos principais compromissos europeus de Portugal
Projeto de Resolução 5/XIIIOrientações fundamentais da Política Externa portuguesa

O maravilhoso mundo de António Costa

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O maravilhoso mundo de António Costa e seus comparsas...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

domingo, 15 de novembro de 2015

CML e ATL tentam demolir parte do Pavilhão Carlos Lopes ao arrepio do anunciado em Junho

Subscrevi esta semana o protesto do Fórum Cidadania LX ao Senhor Presidente da CML, por esta estar prestes a aprovar, contrariando os pareceres técnicos dos próprios serviços (vide Informação Nº 41859/INF/ECR-CMP/GESTURBE/2015, de 15 de Setembro de 2015), várias demolições e alterações no edifício do Pavilhão Carlos Lopes, "a nosso ver inúteis e não “vitais para o projecto”, como os projectistas reclamam" e que o irão desfigurar irremediavelmente.

No "pedido de licenciamento de obras de reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes e respectiva área envolvente (Proc. nº 1243/EDI/2015)" é ainda solicitado "O abate de várias árvores na envolvente do pavilhão, o que não deixa de ser caricato, dada a área desafogada em que o pavilhão se encontra e que possibilita toda e qualquer movimentação de máquinas e pessoas".

Fico seriamente na expectativa de ver qual será a posição, entre outros, de alguns membros da Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, sobre este pedido de abate. É bom não nos esquecermos do que disseram, quando ainda bem recentemente protestaram, criticaram e apelidaram com os mais variados impropérios, os abates que a Junta de Freguesia de Avenidas Novas teve que efectuar (sempre com o acompanhamento e autorização da CML) de várias dezenas de árvores, que se encontravam doentes e em risco de queda. Tarefa que há muito a CML deveria ter realizado, mas que por desleixo, esquecimento, falta de pessoal ou pura e simplesmente incompetência, não o fez.

O Pavilhão Carlos Lopes e o Parque Eduardo VII, merecem melhor futuro.

sábado, 14 de novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Syriza apoia greve contra Syriza




Os paladinos da anti-austeridade na Grécia, são agora criticados pelos que os elegeram, por estarem a insistir na austeridade que juraram terminar. Mas o Syriza no seu habitual contorcionismo e vitimização da esquerda, apoia esta greve para arranjar mais uma desculpa para não cumprir (como é habitual nos Gregos) com os compromissos que assumiu aquando do 3º plano de resgate. Algo que parece que o PS se está a esforçar por conseguir para Portugal.

Por cá já pouco faltará para vermos o PC a apoiar e promover as greves da Intersindical, contra o Governo PS que o PC jura vir a apoiar. Vai ser interessante

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ainda não são governo e já divergem

Não sei porquê, mas cheira-me que isto de um governo socialista com apoio da esquerda radical, não vai correr bem.



Ainda nem um dia passou e já temos a primeira fricção entre PC e PS . Ainda bem que este é um "dos aspectos em que é possível convergir, independentemente do alcance programático diverso de cada partido, com vista a soluções de politica inadiáveis". Imagine-se o que vai acontecer nos assuntos em que não vão convergir.

Começamos bem


Começamos bem. Para baixarem a factura da luz aumentam a dos telefones. Como, não explicam.

Sabendo-se que há mais telefones que contadores de electricidade, está bem de ver o que vai acontecer, nomeadamente  "se um consumidor ou uma família com mais do que um contrato com um operador", ou com contratos com várias operadoras, "ficará sujeito ao pagamento da taxa mais do que uma vez".

O socialismo syrizico no seu melhor.

domingo, 8 de novembro de 2015

Avante camarada Costa (pelo menos enquanto o sol te brilhar)

"A insurreição vitoriosa de 7 de Novembro de 1917 e o processo de construção do socialismo na Rússia e nos territórios que, em 1922, se associaram na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que se lhe seguiu, deixam aos revolucionários de todo o mundo experiências e ensinamentos preciosos: o partido, a sua organização e princípios orgânicos; o papel do Partido, da classe operária e das massas; a necessidade de alianças políticas e sociais; o desenvolvimento da teoria do Estado e da revolução; a dialética entre o geral e o particular e a questão do poder permanecem hoje como questões centrais da teoria marxista-leninista.
(...) Na etapa actual, a luta por objectivos imediatos, por uma política patriótica e de esquerda e por uma democracia avançada, que inscreva os valores de Abril no futuro de Portugal, são assumidos como parte constitutiva da luta pelo socialismo.


(...) Tal como sucedeu na Rússia em 1917, também em Portugal a construção do socialismo nascerá da combinação dialéctica entre as leis gerais do desenvolvimento social e a realidade portuguesa nos seus múltiplos e diversificados aspectos. Entre os objectivos fundamentais da revolução socialista em Portugal que o PCP aponta no seu Programa incluem-se (...) a intervenção «permanente e criadora das massas populares em todos os aspectos da vida nacional»


(...) A alteração da correlação de forças à escala internacional provocada pelo desaparecimento da URSS e do campo socialista levou a violentos recuos civilizacionais. No entanto, as lutas de hoje pelos direitos dos trabalhadores e dos povos, em defesa da paz, da soberania e da democracia têm a marca de Outubro. Tenham ou não disso plena consciência os que as travam".

Isto não foi escrito no século passado. Isto foi escrito aqui no Avante de ontem, na comemoração dos 98 anos da Revolução de 1917, por aqueles com quem o PS e a sua direcção (menos 7 ou 9) querem chegar a um acordo politico para governarem Portugal.

Avante camarada Costa enquanto é tempo, porque o sol, com esta gente, não te brilhará por muito tempo.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

“Ab sofort!, unverzüglich”

Morreu Guenter Schabowski, o homem que em 9 de Novembro de 1989 com apenas 3 palavras - “Ab sofort!, unverzüglich” (Imediatamente! Sem demora!) - derrubou de forma inesperada para todos o Muro de Berlim, num processo que se tinha iniciado apenas 3 meses antes em Leipzig, quando um punhado de pessoas insatisfeitas com o governo da Alemanha Oriental organizou uma manifestação pacífica no adro da igreja de São Nicolau.

Com a queda do Muro de Berlim, iniciava-se o desmoronamento do Bloco de Leste e de todo um sistema politico opressivo, de que em Portugal, 15 anos depois da nossa revolução de Abril, apenas o PCP e outros extremistas de esquerda continuavam a defender a todo custo. Curiosamente os mesmos com os quais António Costa quer agora estabelecer um acordo governativo e, sabe-se lá, até levar para um futuro governo por si liderado.

domingo, 1 de novembro de 2015

A trapeira do Job

In "A Revolta das Palavras" de José António Barreiros, 20-10-2011
Apesar de este texto de José António Barreiros ter já mais de quatro anos, vale a pena uma leitura atenta, com as devidas adaptações temporais, pela actualidade que mantém e que muito explica o caminho que nos levou até o estado de dependência, que nos obrigou a pedir a ajuda externa em Abril de 2011.

De resgaste em resgaste, parece que alguns pouco ou nada aprenderam com o passado e a assobiar para o lado, "cantando e rindo", parece chamarem já hoje por um novo resgate. Como diz o autor, na altura em Bizâncio discutia-se o sexo dos anjos. E hoje em Portugal, discute-se o quê?

"Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.
Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.
Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".
E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.
Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.
Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça. 
Foram anos em que o campo se tornou num imenso ressort de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.
O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade, vindos dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e, às vezes, nem obrigado. 
O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.
Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente.
Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação substituía os cavalos-força da maquinaria industrial pelos megabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho ungénito e mais uma trinitária pomba.
Às tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.
A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.
Fora disto, os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista, trocado pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o New Yorker?
A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende. 
Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois, que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.
Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vender-mo-nos ao dinheiro, enforcar-mo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.
Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazear arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o mando, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.
Estamos nisto.
Este fim de semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.
Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura em Bizâncio discutia-se o sexo dos anjos. Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós".