terça-feira, 29 de setembro de 2015

É por estas e por outras que não gosto deste senhor

Não gosto, nunca gostei e não me parece que venha a gostar deste senhor, que tive o bom senso de não apoiar em 1986. Um troca-tintas e vira casacas, que nos últimos anos tão depressa diz uma coisa como o seu contrário.

Mas apesar de discordar do seu percurso politico e da forma como tem agido e intervindo na vida politica nacional nos últimos anos, vale a pena recordar como é que falou de Sócrates em 2011, dizendo pior do seu ex-primeiro ministro, do que muitos adversários disseram, não sabendo guardar algum decoro por quem ao fim de muitos anos o chamou de novo para integrar um Governo. Não deixa também de ser surpreendente verificar, que apenas tece elogios a Sócrates relativamente ao seu 1º governo, aquele de que fez parte, parecendo afirmar que o 1º governo apenas teve um bom desempenho porque ele estava lá. Presunção e água benta, cada qual toma a que quer...

É preciso muita lata, muita desfaçatez e muito descaramento, para depois de tudo o que disse da governação socialista de Sócrates, vir agora apoiar António Costa, que continua a defender as politicas levadas a cabo por José Sócrates e cujo programa eleitoral se baseia no mesmo tipo de politicas e promessas, que quase levaram o país à bancarrota.


Será isto que queremos de novo para Portugal?

O PS é o partido que em 2013 desejou um novo resgate para Portugal

Porque a memória de alguns é curta, nunca é tarde de mais para lhes lembrar certas verdades.

Em Julho de 2013, o líder do PS, António José Seguro, acompanhado entre outros por Maria de Belém, afirmava a necessidade de um segundo resgate a Portugal, defendendo que o actual Governo não tinha condições nem legitimidade para negociar com os parceiros europeus esse novo programa de ajuda a Portugal.

domingo, 27 de setembro de 2015

A proposta do PS para a Segurança Social é perigosa


Nesta entrevista ao Diário de Noticias, Bagão Félix, muito critico desde sempre para o actual governo, vem agora chamar à atenção para os perigos e fragilidades da proposta do PS para a Segurança Social, que se baseia numa "fezada na economia" e "numa "fé" enorme nas folhas de cálculo como método de financiamento da SS", sem se esquecer de referir que é possível poupar os 600 milhões, propostos pela coligação, sem se mexer nas pensões e que é irrealista o corte proposto pelo PS de 1020 milhões nas pensões não contributivas.

Quanto às alternativas de financiamento da Segurança Social, propostas pelo PS, mais não são que "trocar receitas certas na SS por receitas incertas, senão mesmo falaciosas. Quanto às portagens, acho que foi um descuido de entusiasmo do Dr. António Costa de que já deve estar arrependido".

Mas sobre estas afirmações, o mais curioso é o silêncio ensurdecedor da esquerda em geral e em particular dos socialistas, que nos últimos anos têm utilizado Bagão Félix como arma de arremesso contra o governo e agora nada dizem e a quem aconselho uma leitura atenta.

Programa do PS é um exercício muito difícil




Quem o afirma é o ex-ministro das Finanças de José Sócrates, onde sem deixar de fazer alguns elogios ao programa construído por Costa, deixa vários alertas sobre os perigos que podem vir com a sua implementação.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Para o nº 2 da lista do PS por Castelo Branco, António José Seguro seria melhor candidato a primeiro ministro


Quando nem um candidato a deputado socialista, acredita no candidato a primeiro ministro do próprio partido, como é que os portugueses podem ter confiança em António Costa?

São cada vez mais os candidatos socialistas a colocarem pauzinhos na engrenagem de António Costa.

Eurico Brilhante Dias, nº 2 por Castelo Branco é apenas mais um candidato socialista a dar uma facadinha no António Costa. Ou será que percebendo que a situação é cada vez mais complicada para o PS, já está a pensar na noite de 4 de Outubro, e começa a abandonar o barco, para ser dos primeiros a fazer a António Costa, o que este fez a Seguro? Advinham-se tempos interessantes para os lados do Largo do Rato.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quando Portugal pediu ajuda, os cofres públicos só tinham €300 milhões

Expresso Maio 2011
"Quando Portugal pediu ajuda, os cofres públicos só tinham €300 milhões. Sem auxilio externo, não há dinheiro para junho.

Na semana em que José Sócrates decidiu finalmente avançar para o pedido de ajuda internacional, os cofres do Estado estavam praticamente a zero."

Porque a memória é curta, especialmente a dos socialistas, nunca é demais recordar certas verdades.

sábado, 19 de setembro de 2015

Cabeça de lista do PS por Leiria, despromovida em Bruxelas, devido a fuga de informação

In Sol 5/9/2015
Decididamente os cabeças de lista que António Costa escolheu para encabeçarem as diversas listas distritais do PS, não o ajudam.


Apesar de a decisão ainda não ser final, uma vez que Margarida Marques interpôs um recurso, a mesma é vista como uma forte penalização, pois uma despromoção como esta é altamente invulgar nas instituições europeias.

Este processo é de Outubro de 2013, pelo que António Costa deveria ter conhecimento dele quando convidou Margarida Marques. A ser assim, esta é mais uma gaffe do PS nesta campanha. Ou então Margarida Marques escondeu do PS esta sua despromoção, motivada por um processo disciplinar, em que passou da categoria profissional A14 - que dá acesso a cargos de direção -, para A13, um posto que não permite assumir funções de direção, o que se assim for manifesta uma enorme falta de carácter.


E é alguém com uma nódoa destas no currículo que parece ser a escolha de António Costa para a pasta dos Assuntos Europeus num futuro governo. Imagina-se como seria vista pelos nossos parceiros europeus, se algum dia chegasse ao governo, alguém que foi alvo de um processo disciplinar em Bruxelas, que motivou uma tão rara e grave penalização, ocupar a pasta dos Assuntos Europeus.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

É esta a confiança que António Costa promete ao país

Se dúvidas houvesse de que o PS coloca os interesses do partido à frente dos interesses do país, ou como António Costa disse, "O que interessa é que o PS ganhe", hoje o líder socialista esclareceu todas as dúvidas, quando ao mesmo tempo que afirma que desconhece o programa da coligação, vem afirmar sem margens para dúvidas que não vai viabilizar o próximo orçamento de estado, se a coligação ganhar as legislativas.

Depois da recusa de ontem ao convite de Pedro Passos Coelho, para após as eleições se sentarem à mesa para discutirem uma reforma da segurança social, estas declarações são de uma enorme irresponsabilidade, para alguém que quer ser primeiro ministro e promete uma alternativa de confiança. Que confiança podem os portugueses esperar de alguém que se recusa desde já a conversar depois das eleições (independente de ganhar o PS ou a coligação, e de Pedro Passos Coelho ter afirmado estar disponível em qualquer das situações), e sem conhecer um futuro Orçamento de Estado, já afirma não estar disponível para o viabilizar, lançando uma ameaça de instabilidade ao país.

Com esta atitude, António Costa, como bom socialista que é, mostra valorizar mais os seus interesses pessoais e politicos, que a estabilidade que o país precisa.

Falta saber se o PS perder as eleições, António Costa se aguenta no dia seguinte à frente do PS e portanto se estará em condições de decidir seja o que for.

Adenda: "Desde a I República que não aparecia um cacique da envergadura do dr. Costa na cena política portuguesa, pronto a meter o país no fundo por vaidade pessoal ou conveniências partidárias. Apareceu anteontem. Pobres de nós". Vasco Pulido Valente, Público 20-9-2015

A austeridade segundo o PS

Afinal há socialistas de peso que discordam de António Costa, e para quem as "medidas de austeridade são "fundamentais" para o crescimento económico do país".

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

As dez vergonhas gregas que nunca nem o Podemos nem o Syriza te contaram*

Domingo a Grécia vai a votos novamente, apenas 8 meses depois das últimas eleições que deram a vitória à extrema esquerda. Vamos ver qual vai ser a escolha dos gregos, quando após 8 meses de governação syrizica, o país está claramente pior que em Janeiro.

Mas se Tsipras contribuiu fortemente para afundar ainda mais a Grécia, que apesar de tudo registava no final do ano passado sinais de crescimento, a verdade é que a tragédia grega começou muito antes. Será possível continuar a governar um país assim? Será possível ao Syriza continuar a esconder as verdadeiras razões da crise grega? Porque é que durante estes 8 meses nunca o Syriza aceitou que são os gregos e só eles o culpados pelo estado em que se encontra o país, colocando as culpas todas nos seus parceiros europeus, que tudo fizeram (e estão a fazer) para ajudar o povo grego?

Um texto que em 10 pontos resumidos e numa linguagem clara, mostra porque é que em tão pouco tempo a Grécia vai para o terceiro resgate financeiro:

«A Grécia é não só um país falido, mas também uma das economias mais pobres e menos desenvolvidas da Europa desde há décadas. E isto, curiosamente, seguindo os ditames da esquerda radical - posto que o Estado grego caracterizou-se por ser um dos mais intervencionistas da Europa (estava no 100º lugar mundial da fragilidade de fazer negócios quando começou a crise do euro) e com um dos mais elevados níveis de gastos públicos.
A origem da tragédia grega, ao contrário do que defendem o Syriza e o Podemos, não reside na austeridade, mas sim no enorme e insustentável setor público. A Grécia foi o país da UE que mais aumentou o seu gasto público real (cerca de 80% entre 1996 e 2008) e a sua divida pública (400% superior à receita pública de 2011) desde os felizes anos da bolha de crédito. Mas estes grandes números, sendo relevantes, traduzem-se também em factos muito concretos, cuja realidade ocultam habilmente os partidos como o Syriza ou o Podemos em Espanha.
Em seguida, resumem-se as dez grandes vergonhas Gregas que a esquerda europeia se nega a reconhecer. A ruina grega é uma história cheia de mentiras, desperdícios e uma enorme hipocrisia.
1 – Mentiram sobre o défice público
O primeiro facto a assinalar é que os políticos gregos ocultaram o seu défice público real durante anos. Quando o novo governo chegou a Atenas em 2009, encontrou-se com um perdão fiscal correspondente a 14% do PIB, em oposição aos dados oficiais de Bruxelas que era de 3.7%.
De um dia para o outro, o défice passou de 7000 para 30000 milhões de euros, quase quatro vezes mais. Este manifesto embuste evidencia a enorme irresponsabilidade política dos diferentes governos gregos.
2 – Atenas recorreu à banca de investimento
A esquerda descarrega constantemente contra os mercados, em geral, e a malvada banca de investimento, em particular, mas esquecem-se que a sua admirada Grécia recorreu aos financiamentos de Wall Street para ocultar as suas contas desastrosas.
O anterior governo presidido por Yorgos Papandreu reconheceu que a Grécia mentiu nas contas do défice e da dívida para entrar no euro, oferecendo dados falsos até 2009, valendo-se, entre outros, dos serviços da Goldman Sachs. Com isto assinala-se que o actual Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dirigia as operações da Goldman Sachs na Europa em 2002, quando a Grécia iniciou as suas operações fraudulentas de engenharia financeira.
3 – O Estado causou a falência da banca
Outra verdade é que, no caso da Grécia, a falência da banca grega foi responsabilidade direta do Estado grego, e não o contrário. As entidades bancárias foram encarregadas da dívida pública grega durante os anos da bolha para financiar o enorme e sumptuoso gasto de diversos governos. Por isso, a banca grega entrou em falência quando se removeu 50% dos títulos gregos nas mãos dos credores privados em 2011, após o acordo do 2º plano de resgate da Troika.
Posteriormente, a  Europa teve de injectar dinheiro extra para salvar os depósitos gregos. Isto é, os depositantes gregos foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes europeus através da Troika, depois da insolvência de Atenas, que arrastou a banca para a falência.
4 – Vida a correr bem, mas com dinheiro dos outros
Durante a bolha a Grécia viveu muito acima das suas possibilidades reais, recorrendo a uma prodigiosa dívida pública para poder financiar esse nível intolerável de gastos. Mais de metade da economia grega dependia, de uma ou outra forma, do maná estatal, criando assim uma grande estrutura clientelar à base de “jobs for the boys”, corrupção, subvenções.
Seguem alguns exemplos:
Durante anos, e tendo um PIB per capita muito inferior ao de Espanha, o salário mínimo grego era 50% superior.
Durante décadas, quando um partido chegava ao poder colocava pessoas no sector público a troco dos seus votos, acrescentando de forma insustentável a pandilha estatal.
O Hospital Evagelismos, um dos principais de Atenas, por exemplo, chegou a ter 45 jardineiros para cuidar de quatro jarras na sua entrada; alguns organismos públicos contavam com 50 condutores por carro, um antigo ministro da agricultura criou uma unidade não contabilizada de 270 pessoas para digitalizar as fotografias das terras públicas gregas, sem que nenhum dos contratados tivesse experiência na fotografia digital, pois eram carteiros, cabeleireiros, agricultores e em geral filiados no partido…
O gasto em educação, saúde e políticas sociais, foi de longe a que mais aumentou até ao estalar da crise da dívida, superando os 31% do PIB em 2012.
Além disso, a Grécia, essa grande referência da esquerda radical, era o país da UE que mais dinheiro destinava a gastos militares antes da crise, com uma média superior a 4% do PIB.
5 – Excesso de funcionários e ineficiência
O emprego público é, sem dúvida, um dos grandes paradigmas do desastre grego.
– Durante a bolha, Atenas nem sequer sabia quantos empregados tinha; os sindicatos estimavam uns 700 mil, enquanto o governo falava de 800 mil; mas se somarmos os contratos a termo, o valor superou um milhão de pessoas em 2007, equivalente a 10% da população e quase 20% da força laboral do país.
– Ganhavam em média 1350 euros mensais, superando o salário médio existente do sector privado. Mas o relevante era que o lucro dos funcionários públicos era muito maior: além de receberem 2 salários extra, recebiam bónus e recomendações adicionais citando todo o tipo de desculpas, como chegar ao trabalho no tempo previsto, apresentar-se correctamente vestido, usar o computador ou falar línguas. Os guardas florestais, por exemplo, recebiam um bónus por trabalharem ao ar livre.
– Somando todos esses extras, os funcionários públicos gregos chegavam a receber de média mais de 70 mil euros anuais, enquanto os alemães recebiam 50 mil euros anuais.
– Mesmo assim, os funcionários também recebiam uma pensão vitalícia de 1000 euros mensais para as filhas solteiras de empregados falecidos, entre muitos outros privilégios e regalias.
– Grécia tinha quatro vezes mais professores que a Finlândia, o país que melhores notas tinha nos exames de PISA referentes à qualidade educativa, mas essa superabundância de docentes só serviu para o país estar entre os piores países com pior nível de ensino da Europa. Muitos gregos que enviavam os seus filhos para escolas públicas, tinham que contratar professores particulares de reforço.
– Outro dado curioso é que na Saúde Pública a Grécia era a que mais gastava em consumos intermédios, superando a média da UE, sem que os gregos tivessem mais doentes que os restantes europeus. Motivo? Um dos muitos escândalos destapados durantes os últimos anos era a tradição entre médicos e enfermeiros de sair dos hospitais carregados com todo o tipo de material higiénico e sanitário.
6 – Empresas públicas, o cúmulo do desperdício
No entanto, para além do número desproporcionado de funcionários públicos, os seus salários ou a grave ineficiência dos seus serviços era a sua superdimensionada estrutura estatal, tendo centenas de empresas, organismos e entidades inúteis. Basta assinalar alguns exemplos para nos apercebermos do absurdo:
O salário médio da Renfe [equivalente da REFER portuguesa] grega, chegou a superar os 70 mil euros anuais, incluindo profissões de baixa qualificação. A sua receita operacional rondava os 100 milhões de euros anuais, enquanto os seus gastos superavam os 700 milhões.
“Há vinte anos atrás, um próspero empresário chamado Stefanos Manos, nomeado depois ministro das finanças, sugeriu que seria mais barato colocar todos os passageiros das linhas férreas gregas em táxis – continua a ser verdade.”, tal como detalha Michael Lewis no seu livro: “Boomerang: Travels in the New Third World”, onde se explica parte dos excessos gregos cometidos durante a borbulha.
O orçamento do metro de Atenas rondava os 500 milhões de euros anuais, e ganhava com a venda de bilhetes apenas 90 milhões.
A Grécia também criou um comité para gerir o Lago Kopais, mesmo estando seco desde 1930.
Após o resgate da Troika, Atenas anunciou a eliminação ou fusão de 75 organismos públicos, em que trabalhavam mais de 7 mil pessoas, e que anualmente recebiam cerca de 2700 milhões de euros (uns 386 mil euros por empregado).
7 – Reformas douradas
Até ao estalar da crise, os gregos podiam-se reformar pouco depois dos 61 anos, recebendo cerca de 96% do seu salário, sendo um dos sistemas de pensões mais generoso e insustentável da UE.
Na Grécia existiam cerca de 600 categorias laborais, que alegando motivos de saúde, poderiam optar pela reforma antecipada, estabelecida para os homens aos 55 anos e para as mulheres aos 50 anos. E entre estes últimos beneficiados havia todo o tipo de profissões, desde cabeleireiros até trompetistas, flautistas, cozinheiros, massagistas e incluindo apresentadores de TV, entre outros.
Precisamente por isso, os gregos beneficiavam da maior esperança de vida após a reforma, não por viverem mais anos, mas por se reformaram antes. Em concreto, ao passo que a  média da OCDE era de 18.5 anos, os gregos disfrutavam de 24 anos da existência plácida da reforma, sustentada por um crescente volume de dinheiro emprestado em forma de dívida pública.
Além disso, o controlo sobre a gestão das pensões era inexistente. Durante a crise, detectaram-se milhares de familiares que recebiam reforma  depois dos seus titulares terem falecido,  ou recebiam certas prestações sem terem direito a elas.
8 – Subornos e evasão fiscal
A Grécia destaca-se também por liderar todos os indicadores europeus de evasão fiscal. Antes da crise, um em cada quatro trabalhadores não pagavam nada de impostos, de modo que os cofres públicos deixavam de receber entre 15 mil a 20 mil milhões de euros ao ano.
Antes da crise, cerca de 5 mil gregos declaravam que recebiam mais de 100 mil euros por ano – isto numa população de quase 12 milhões. Lewis explica no seu livro que dois terços dos médicos não pagavam um único euro em impostos, pois nos seus rendimentos declaravam menos de 12 mil euros anuais.
Os subornos estavam na ordem do dia. Alguns estudos lembram que os gregos gastavam cerca de 800 milhões de euros em subornos, para evitar o pagamento de multas ou para que os funcionários fechassem os olhos, incluindo os inspectores fiscais. Para termos noção, o ministério das finanças despediu, há escassos anos, 70 funcionários com um ativo imobiliário médio de cerca de 1.2 milhões de euros, quando o seu salário não superava os 50 mil euros anuais.
Outro dado alarmante é que o número de trabalhadores por conta própria na Grécia era dos mais elevados da UE, não por serem especialmente empreendedores, mas pela facilidade de ocultarem dados do Fisco. Como se isso não bastasse, em anos eleitorais, como em 2009, a recolha de impostos baixava de forma substancial (cerca de 30% do PIB), pois os políticos a nível local perdoavam impostos com o objectivo de arrecadarem votos.
9 – Dívida pública exagerada
Como consequência desta farra de gastos e crescimento estatal, o país financiou-se emitindo dívida. A Grécia foi o país que mais recorreu à dívida privada durante a época da bolha financeira e com isso a sua factura anual de juros era cerca de 12% da receita pública até ao 2º resgate (em 2011 antes do resgate, chegou aos 17%), no entanto na Alemanha o valor era de 6%.
10 – Podem pagar, mas não querem
Syriza e Podemos reclamam agora um novo corte da dívida soberana, mesmo que o Estado grego se tenha endividado voluntariamente para cometer todos os excessos descritos anteriormente – em vez da Grécia assumir a responsabilidade e pagar o que deve.
Mesmo que muitos digam que é impossível, é certo, segundo o BCE, que Atenas possuiu uma enorme carteira de ativos públicos, estimada em cerca de 300 mil milhões de euros, incluindo empresas, infraestruturas, ações, participações, solo e todo o tipo de bens. A Grécia também podia vender ilhas, praias, ouro, e até monumentos, se fosse necessário, com a meta de cumprir os seus compromissos e evitar o doloroso estigma da falência e possível saída do euro.
Não seria necessário chegar tão longe, bastava que Atenas reduzisse o peso do Estado para metade (uns 60 mil milhões de euros) com a privatização das pensões, saúde e educação, e vendesse 50% dos seus ativos (outros 100 mil milhões por baixo), e a sua dívida ficaria a cerca de 70% do PIB. Além disto, unido ao compromisso do equilíbrio das contas públicas (défice zero) e um ambicioso plano de reformas para liberalizar a economia e baixar os impostos, poderia reduzir ainda mais o seu endividamento a médio prazo por via do crescimento económico. A Grécia pode pagar, só que não quer, e tudo indica que não pague.»
* Tradução do texto inicialmente publicado no LibreMercado por M. LLamas, e traduzido por Jóni Coelho e publicado por Rui Santos.

Como a austeridade colocou um forte travão na dívida pública

Para além das explicações mais politicas ou práticas que já aqui e aqui publiquei, este post de João Pimentel Ferreira, publicado no blog Matemática Viva, dá-nos uma explicação "cientifica" recorrendo a exemplos práticos automobilísticos, que permitem um melhor entendimento do porquê de apesar da austeridade implementada por este governo desde o seu inicio e dos esforços que os portugueses fizeram durante estes 4 anos, só agora em 2015 se começa a inverter uma tendencia de subida permanente da divida, que se verificava sem interrupção desde 1992.

Mostra-nos também de forma clara, que apesar de nos anos de 2011 a 2014 (apesar de só ter tomado posse a 21 de Junho de 2011), o actual governo não ter conseguido travar a subida da dívida, a sua subida foi sendo sucessivamente menor de ano para ano, sendo negativa já em 2015.

A ler com atenção, especialmente para aqueles que demagogicamente continuam a insistir na mentira, de que este governo não conseguiu colocar um travão, um forte travão, no crescimento da divida pública, que teve o seu expoente máximo em 2010, último ano em que o PS e Socrates governaram e em que a divida pública de Portugal teve o maior crescimento de sempre.

(...) "A dívida pública é um sistema dinâmico porque qualquer variável de controlo que possa nela ser aplicada (os pedais no automóvel), estão longe de provocar no instante variações significativas. Cortar nos gastos do Estado não implica que a dívida desça de forma imediata, pois na dívida estão subjacentes compromissos de longo prazo, como o pagamento de juros em títulos plurianuais da dívida. Se alguns pagamentos como as PPP rodoviárias foram temporizados para alguns anos mais tarde, tal também tem efeitos dinâmicos na dívida. Podemos também afirmar de forma genérica que o Estado tem muitos compromissos financeiros, com muitas entidades, e que tal insere uma certa inércia no comportamento da dívida. Assim interessa estudar a dívida na ótica do estudo a sistemas dinâmicos. Neste caso por questões de simplicidade usamos sistemas dinâmicos discretos de segunda ordem, sendo cada ano civil a unidade de tempo.
No paralelismo da dívida pública com o automóvel de dois lugares, podemos afirmar que a distância na pista é o valor da dívida, ou seja, se o automóvel está na origem a dívida é zero, já se o automóvel está nos 160 metros, a dívida é 160 mil milhões de euros, ou seja, um metro por cada mil milhão de euros de dívida. Ora se num determinado instante em que os condutores avançam, eles trocarem de lugares e o novo condutor adotar uma tática diferente, o automóvel guarda uma inércia que precisa de ser corrigida, inércia essa que demora tempo a corrigir. Se o segundo automobilista quiser parar e fazer marcha-atrás, terá primeiro de travar. Mas mesmo que trave o automóvel, este continuará durante algum tempo no sentido positivo, ou seja, em frente (dívida a crescer, mas a crescer num ritmo mais baixo; automóvel a avançar, mas a avançar mais devagar). Só quando o automóvel estiver imobilizado, ou seja, a variação do avanço for zero (variação do avanço é a velocidade), é que o automóvel pode retornar e começar a fazer marcha-atrás.

Nesta contabilidade não se tem em conta ainda a variação do PIB, mas apenas o valor absoluto da dívida. Também não se contabilizam contabilidades paralelas (PPP, dívidas de empresas públicas), nem que mecanismos foram usados para baixar a dívida (por exemplo privatizações), fazemos apenas uma análise à dívida vista pelos valores que o PORDATA e o INE nos facultam. Resumindo, no caso do nosso automóvel, a distância percorrida pelo automóvel representa o valor absoluto da dívida; a velocidade do automóvel representa a variação da dívida; e a aceleração representa a variação de segunda ordem da dívida.
Caso o caro leitor tenha percebido a forma como funcionam estes sistemas dinâmicos (de segunda ordem), compreende de forma cristalina pelos gráficos acima que a austeridade impôs um forte travão na dívida pública. No primeiro ano do governo Sócrates, houve um aceleração da dívida, fenómeno que foi travado no segundo e terceiro anos, mas que foi novamente acelerado em ano eleitoral. Com a crise das dívidas soberanas em meados de 2008, a aceleração da dívida toma valores muito elevados em 2009, valores que se mantêm em 2010. Todavia conclui-se facilmente pelo gráfico que desde a entrada do governo seguinte que impôs políticas de austeridade, que a "velocidade" da dívida tem vindo sempre a diminuir, e que a "aceleração" da dívida é mesmo negativa. A partir de 2015 a velocidade da dívida é mesmo negativa e a dívida começa a descer a sua trajetória, ou seja, começa a diminuir.

Usando o nosso paralelismo pode-se dizer de forma categórica e inequívoca que as políticas de austeridade colocaram um forte "travão" no comportamento da dívida pública. Ignorar tal facto é ignorar as ciências matemáticas."

Artigo a ler na integra aqui

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

E quer esta gente ser governo XXXIV


Sem o argumento das ideias o PS recorre ao argumento da força, digno de um grupo de trauliteiros.

Em pleno Festival F., que decorreu em Faro, e à falta de melhor ideias, o PS resolveu promover uma sessão de tiro ao alvo, utilizando como alvo latas com as imagens dos lideres da coligação Portugal à Frente. Provavelmente mais uma brilhante ideia da mente que criou os famosos cartazes das mentiras.

Tal ideia é sinal de desnorte e de desespero, numa campanha em que os socialistas já nos habituaram às mentiras e difamações, e que com esta ideia mas não estão que a promover o ódio e a violência. 

E quer esta gente ser governo!

Intervenção do Deputado Europeu Gonzalez Pons, sobre a situação grega e a solidariedade Europeia

Agora que a Catarina Martins e outros Syrizicos arrivistas cá do burgo, já não apoiam o Syriza, como o fizeram em Janeiro, e António Costa tudo faz para esquecer que a "vitória do Syriza era um sinal de mudança que dava força para seguir a mesma linha", mas ao mesmo tempo continuam a insistir em muitos dos pontos da receita que o Sr. Tsipras teimou em implementar na Grécia, nestes últimos 8 meses e que teve como única consequência um terceiro resgate, convém avivar a memória de alguns, para que a história não se repita, agora por cá.

Portugal e a Europa, foram solidários com a Grécia, ao contrário do que Syrizicos, tentaram fazer querer. A Grécia é que tudo fez já por 2 vezes, para não aproveitar a solidariedade Europeia. Vamos ver se à terceira é de vez e se domingo o povo grego vota por uma solução que lhes traga a estabilidade, que a Grécia, mas também a Europa, precisam.

E é bom que os portugueses não esqueçam, que Portugal emprestou quase 555 milhões de euros à Grécia em 2011 e 548 milhões no ano anterior, em 2010. Ou seja, a Grécia deve a Portugal cerca de 1.100 milhões de euros, algo como 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) anual português.

Esta intervenção do Deputado Europeu Esteban Gonzalez Pons relembra-nos algumas verdades que nunca fizeram mal a ninguém e que ajudam a não nos deixarmos embalar pelo canto das sereias “ofendidas” de esquerda e extrema esquerda em Portugal.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Afinal havia outro

 
Afinal agora o caminho da mudança já não é o do Syriza.
Como desde sempre, os socialistas continuam a dirigir ao sabor do vento e do populismo

O que verdadeiramente interessa

É nas pequenas coisas que se notam as diferenças dos interesses de cada um.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Aumento da dívida: A desmistificação de um mito*

Sandra Pereira
A dívida pública aumentou, diz António Costa. E repete, repete até à exaustão como se uma mentira contada muitas vezes passasse a ser verdade. De facto a dívida pública aumentou nestes 4 anos mas Antonio Costa sabe porquê. Sabe porquê e não explica!! E não explica porque não lhe interessa.

Eu explico:

1) A dívida pública aumentou porque o número de entidades que passam a contabilizar para a dívida aumentou. No fundo essa dívida já existia mas não era contabilizada, estava desorçamentada. A título de exemplo, em 2011 as empresas de Transportes tinham uma dívida que ascendia a 17 mil milhões de euros. Por regras de cálculo do défice esses valores, e muitos outros, passaram a ser contabilizados. Até aí não eram, e essa foi uma das razões do pedido de resgate, as nossas contas não eram reais, e a dívida estava camuflada.

2) Se todos os anos temos défice, todos os anos estamos a gerar dívida que vai somando à dívida total. Por isso se torna tão importante reduzir ano após ano o défice. Relembro que em 2011 o nosso défice era de 11% e estima-se que este ano se situe abaixo dos 3%. Mais, se pedimos emprestados 78 mil milhões de Euros na sequência do resgate, como não aumentar a dívida???

3) O montante da dívida é calculado em razão da percentagem do PIB. Nestes 3 anos e, muito naturalmente, consequência do resgate o nosso PIB diminuiu pelo que a dívida em percentagem do PIB aumenta ainda que em montante real se mantenha inalterada.

4) Há inúmeros encargos decorrentes das PPP assinadas pelo Governo anterior que só iniciaram o seu efectivo pagamento em 2014. É que o Governo anterior utilizou um truque em inúmeros contratos de PPP em que o Estado beneficiava de um período de carência e só começava a pagar em 2014. Pelo que esse valor e esses encargos também fizeram com que a suposta dívida aumentasse, pese embora resultasse da gestão (eu acrescentaria, danosa) do Governo anterior.

Mais, este Governo estancou a dívida. E tanto assim foi que, neste preciso momento, não fosse o pagamento dos juros da dívida, e Portugal já não teria qualquer défice. Já estaríamos em excedente. E foi este o trabalho colossal que o Governo e os Portugueses fizeram.

E por isso não há como falar nestes 4 anos sem falar nas suas causas e nas suas origens. Todos os sacrifícios, e medidas de austeridade a que o país foi sujeito nestes 4 anos tiveram a sua causa nas políticas desastrosas do Governo anterior. Ou seja no PS que deixou no país uma situação absolutamente insustentável e por isso mesmo é que o país foi à bancarota.

* Por Sandra Pereira, Vereadora eleita pelo PSD na Câmara Municipal de Odivelas e candidata da Coligação Portugal à Frente

domingo, 13 de setembro de 2015

Quanto à palavra dada, estamos conversados

Uma verdade incómoda para os socialistas: ‘O PS não teria feito muito diferente do Governo’

É um dos mais respeitados sociólogos e pensadores da cultura portuguesa. Passou pelo Partido Comunista antes de aderir ao PS, foi ministro e deputado (...) assume-se como um liberal de esquerda.

Sempre atento à realidade politica  Nacional, deseja uma nova Constituição e a alteração do sistema eleitoral, temas muito sensíveis em todos os partidos, mas em que especialmente nos partidos de esquerda, com destaque para o PS, continuam a ser verdadeiros tabus.

Muito critico quanto à actuação do governo, não deixa no entanto de lhe reconhecer méritos em muitas áreas - "Temos mercado, estamos com taxa de juro aceitável, muito mais reduzidas, acho que isso foi bom. Também acho que o Governo, em alguns aspectos que envolviam mais facilidades demagógicas, reagiu com alguma teimosia e disse não - e fez bem. Por outro lado, também concordo com a maneira como o ministro da Saúde, por exemplo, tem reagido. Ainda há filas de espera, e haverá eternamente, mas houve um período em que o ministro estava de manhã à noite a ser bombardeado, em 90% dos casos por políticos dos vários partidos que arranjavam todas as maneiras através dos sindicatos, da Ordem dos Médicos e dos enfermeiros. E ele resistiu. Melhorou na gestão de algumas coisas, acho que teve um comportamento que merece elogio".


Mas acima de tudo, António Barreto tem o discernimento, que falta a António Costa e aos socialistas, de ver que aquilo que o PS nos apresenta não é uma verdadeira alternativa ao Governo PSD-CDS e ao programa eleitoral da coligação Portugal à Frente- "Do que até agora o PS produziu eu já vi sinais de que havia alternativas, mas são alternativas muito pontuais. Pelo que eu sei, não creio que o PS tivesse feito muito diferente".

Mas é numa análise sucinta sobre o que foram estes 4 anos, que António Barreto coloca o dedo na frida e nos diz com muita clareza, que apesar dos erros (que os houve) e dos cortes dramáticos que os Portugueses sofreram, não havia alternativa pois estávamos na bancarrota, ou que a haver, nos teria levado muito certamente à miséria e à desgraça total:


E o resultado que temos hoje, que nos permitiu dizer adeus definitivo à troika, não termos um programa cautelar que muitos diziam ser imprescindível, ou termos entrado por caminhos irresponsáveis de reestruturações, que outros insistentemente pediam, só foi possível graças à determinação do Governo e ao esforço que os portugueses e as empresas fizeram para que, com muitas dificuldades é certo, possamos hoje ver um futuro melhor do que aquele que à 4 anos atrás Sócrates e os socialistas nos deixaram.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

E quer esta gente ser governo XXXIII

Raul Almeida partilhou na sua página no Facebook um pequeno texto onde nos relembra em boa altura, qual o carácter, ou a falta dele, de alguém que quer ser Primeiro Ministro:

"Os portugueses seguiram a par e passo a traição de Costa a António José Seguro, tiveram uma oportunidade única de avaliar o seu conceito de lealdade e camaradagem, Mas, à época, dizia Costa que se tratava de salvar o PS de um resultado sofrível e de garantir rapidamente a maioria absoluta a que todos os socialistas aspiravam. Não preciso de comentar.
Agora, Costa volta a demonstrar claramente quem é. Fugir de Sócrates, como quem foge da lepra, é revelador da sua personalidade. O folhetim à volta das eventuais visitas é lamentável. Como tudo em Costa.
Mal anda quem confunda comentário e intromissão no papel da justiça, com amizade e camaradagem.
Costa quer esquecer e fazer esquecer que é quem é, e está onde está hoje também, e muito, graças a Sócrates.
Quanto a carácter, estamos definitivamente conversados".

O excerto da entrevista de ontem a Vítor Gonçalves na RTP Informação, é lamentavelmente a prova da arrogância, prepotência, falta de carácter, estilo intimidatório e atitude confrontacional adoptada por António Costa, ao melhor estilo socrático (a recordar a forma como José Sócrates lidava com as entrevistas na televisão)quer neste caso em relação ao seu entrevistador, quer mesmo em relação aos seus oponentes nos debates, seja nas televisões seja na Assembleia da República.

Este episódio foi apenas mais um exemplo da forma como os socialistas lidam e tratam aqueles que os confrontam, de que António Costa é um dos seus melhores exemplos. Lembram-se do  SMS que Costa enviou ao diretor-adjunto do jornal Expresso?  Ou do roubo do gravador protagonizado pelo deputado socialista Ricardo Rodrigues, aos jornalistas que o estavam a entrevistar, apenas porque não gostou das perguntas que estavam a ser feitas? Ou  da célebre afirmação de Jorge Coelho de que "A partir de agora quem se meter com o PS leva!"

O PS continua a lidar mal, muito mal, com o confronto de ideias e com a democracia.

E quer esta gente ser governo!!!

domingo, 6 de setembro de 2015

E quer esta gente ser governo XXXII



Quanto à segunda, Marco António Costa, denunciou as verdadeiras intenções por detrás desta proposta - "O Partido Socialista quer usar parte dos dinheiros do Fundo de Estabilização da Segurança Social, que deve estar guardado para uma situação de emergência para assegurar o pagamento das responsabilidades sociais do Estado, para apoiar obras de construção civil, no âmbito da renovação urbana", algo que o PS e António Costa foram incapazes de fazer em Lisboa, apesar de o actual Governo ter assumido 43% da dívida da Câmara de Lisboa (responsabilizando-se dessa forma  pelo pagamento da dívida de médio e longo prazo do município, no valor de 286 milhões de euros).

O vice-presidente social-democrata criticou, por outro lado, a proposta do PS "de reduzir em oito pontos percentuais a receita da TSU", o que, assinalou, "pode ter um impacto até 14.000 milhões de euros, se for incluída também a Caixa Geral de Aposentações.

João Galamba pode vir agora criticar o PSD de “distorcer” de forma “grosseira e desonesta” a proposta do PS, mas a verdade é que o PS propõe uma descida da TSU, colocando em causa, como é fácil de prever, os compromissos da segurança social para com os seus beneficiários, ao mesmo tempo que quer utilizar dinheiro da segurança social para promover a renovação urbana.


A verdade é que António Costa não faz a minima ideia de como financiaria as suas propostas se ganhasse as eleições, pois só assim se compreende esta diarreia de propostas inexplicáveis, com que diariamente nos vai brindando. Até seria para rir, se não fosse trágico.

E quer esta gente ser governo!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Jornalismo no seu melhor

Saturados começamos todos a ficar com a ignorância destes jornalistas 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

2015 Global Peace Index

Por cá ainda vamos estando entre os países mais pacíficos do mundo, situando-nos em 11º lugar entre os 25 países mais pacíficos e em 7º entre os Europeus, num total de 162 países. Mas se considerarmos que a maioria dos territórios do Canadá, da Austrália e dos países nórdicos são desabitados, estamos não só entre uma minoria de países, mas principalmente entre um grupo de países que representam uma ínfima área do planeta, o que não deixa de ser preocupante, tendo em consideração que a maioria dos 162  países se encontra classificado com um nível de paz médio (52), baixo (34) ou muito baixo (12).

The 2015 Global Peace Index shows that the world is becoming increasingly divided with some countries enjoying unprecedented levels of peace and prosperity while others spiral further into violence and conflict.

The Global Peace Index measures the state of peace in 162 countries according to 23 indicators that gauge the absence of violence or the fear of violence. It is produced annually by the Institute for Economics and Peace.  

Institute for Economics & Peace - The world’s leading think tank dedicated to developing metrics to analyse peace and to quantify its economic benefits.