domingo, 26 de julho de 2015

E quer esta gente ser governo XXVIII

O PS, pela voz do seu deputado Pedro Nuno Santos, vice-presidente da bancada socialista, considerou "prematuro" e até "desonesto" o anúncio do Governo de que poderá devolver aos contribuintes 100 milhões de euros em crédito fiscal da sobretaxa de IRS em 2016, caso o aumento de 4,2 por cento da receita fiscal proveniente de IRS e de IVA se mantenha no conjunto deste ano, conforme promessa feita pelo governo durante a discussão do Orçamento de Estado de 2015.

Mas quem é Pedro Nuno Santos. Mais não é que um dos nossos syrizicos, que em 2011 defendia, como o seu querido líder Socrates, que "pagar a dívida é ideia de criança" e a escolha de António Costa para encabeçar a lista de deputados do PS por Aveiro, nas eleições legislativas de 4 de Outubro. 

Utilizando uma linguagem e um pensamento menos próprio, para quem tinha e tem as responsabilidades de Vice-Presidente de um Grupo Parlamentar, de um partido que tinha deixado de ser governo, deixando o país à beira da bancarrota, e que ambiciona voltar a ser governo, é caso para se lhe perguntar se hoje continua a estar-se "marimbando para os nossos credores!".

"Estou-me marimbando para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal (...) Estou-me marimbando que nos chamem irresponsáveis. Nós temos uma bomba atómica que nós podemos usar na cara dos franceses e dos alemães, e essa bomba atómica é simplesmente: não pagamos! Ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. E se nós não pagarmos a divida (...) as pernas dos banqueiros alemães até tremem!" afirmou em 15-12-2015 e que no dia seguinte, à boa maneira socialista, metendo os pés pelas mãos e desautorizado pelo seu líder parlamentar, dava o dito por não dito.

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E quer esta gente ser governo!

sábado, 25 de julho de 2015

O ataque traiçoeiro da TVI a Passos Coelho

Celso Miranda, estudante e jornalista estagiário na TVI24
Mesmo com trafulhice, Pedro Passos Coelho conseguiu um melhor desempenho que António Costa, na entrevista da TVI "Tenho uma pergunta para si".

Enquanto respondiam às perguntas, os entrevistados foram avaliados nas redes sociais, através das hashtags #costamal / #costabem e #passosbem / #passosmal. Nesta avaliação Passos Coelho conseguiu uma vantagem, ainda que ligeira, tendo no entanto sido avaliado por um número substancialmente maior de participações. Num total de 6376 participações, a hashtag #PassosBEM obteve 3.099 participações e #PassosMAL 3.277 (51,6% Mal e 48,6% bem) enquanto António Costa teve apenas 4982 participações, com a hashtag #costamal utilizada 2611 vezes, contra 2371 vezes da hashtag #costabem (52,41% Mal e 47,59% Bem).

Mas a verdade é que a TVI, que de Independente mostrou nada ter nesta disputa eleitoral, tudo fez para prejudicar Pedro Passos Coelho. Num programa em que era suposto estarem presentes cidadãos anónimos selecionados após terem sido entrevistados, veja-se quem é que a TVI selecionou como anónimos, para colocarem perguntas a Pedro Passos Coelho: Rodrigo Rivera - trabalhador de call-center que quer constituir família, sem no entanto referir que é militante e ex-dirigente nacional do Bloco de Esquerda e Celso Miranda, estudante sem perspectivas de futuro, mas que se esqueceu de referir que é jornalista estagiário na TVI24. (Curiosamente numa rápida pesquisa no Facebook, o único amigo comum que tenho com o Celso Miranda, é militante Socialista e ex-autarca eleito pelo PS. Apenas coincidência, ou algo mais...)
Rodrigo Rivera, trabalhador de call centra, militante e ex-dirigente nacional do BE
E para que não haja dúvidas, que nada têm de cidadãos anónimos nesta situação, facilmente se encontra nas redes sociais "provas" de que a TVI esteve mal, mesmo muito mal, seja na selecção dos cidadãos, seja na forma como não soube acabar com o comício que Rodrigo Rivera fez.

Esta é a pouca vergonha de um canal televisivo, que está claramente vendido aos interesses socialistas, que tudo fez para prejudicar Pedro Passos Coelho, sem no entanto o conseguir, pois como até Ricardo Costa admitiu "foi uma boa conversa com um Primeiro Ministro bem preparado" (o que lhe deve ter custado escrever isto...)

Mas o PS parece também não sair propriamente isento desta situação, com o director de campanha de António Costa, Ascenso Simões, a aparecer nas redes sociais a apelar aos amigos para fazerem um ataque à entrevista de Passos Coelho. Depois do SMS de António Costa a intimidar o director adjunto do Expresso e do "roubo" de gravador a jornalistas por parte do deputado socialista Ricardo Rodrigues, este parece ser apenas mais um caso em que o PS mostra lidar muito mal com a liberdade de imprensa.

Pois é! As contas estavam mal feitas e o PSD avisou

Na recente entrevista à SIC, no passado dia 14, Pedro Passos Coelho afirmou e explicou porque é que as contas do memorando estavam mal feitas e que não tinha sido ele que as tinha feito.

De imediato a esquerda, com especial preponderância de socialistas e syrizicos, acusaram Pedro Passos Coelho de ter concordado com o memorando e de o ter assinado, não passando esta afirmação de uma desculpa esfarrapada, para não ter cumprido com o que se comprometeu em campanha eleitoral.

Mas se por um lado, o Primeiro Ministro, na mesma entrevista teve a frontalidade de assumir que "Nessa altura tinha uma de duas escolhas para fazer, não havia uma terceira. Ou dizia: vamos anunciar que este programa não é cumprível, e portanto requerer um segundo programa - e estaríamos como está a Grécia -, ou vamos dar tudo por tudo, diga-se o que se disser sobre o que eu disse na campanha eleitoral e sobre o memorando original. E foi o que fizemos", por outro a tal esquerda, não teve a mesma coragem de assumir, que em devido tempo - Abril 2011 -  o PSD avisou, por Eduardo Catroga, que as contas que estavam a ser apresentadas à Missão Conjunta EU/BCE/FMI, não estariam correctas.

Em carta enviada ao então Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, o socialista Pedro Silva Pereira, a 26 de Abril de 2011, Eduardo Catroga colocou em nome do PSD uma séria de questões e dúvidas, que já na altura indiciavam que as valores que o Governo socialista de José Socrates estava a apresentar estavam errados, como infelizmente todos viemos a ter conhecimento da pior maneira. Hoje sabemos que o anterior governo socrático, não contou “a verdade verdadeira” acerca da situação financeira de Portugal no momento de pedido do resgate.


Mas por acaso alguém se lembra se essa carta, como as enviadas a 13 do mesmo mês, por Pedro Passos Coelho ao Primeiro Ministro José Sócrates e a 20 do mesmo mês por Eduardo Catroga, tiveram resposta? 

Carta de Eduardo Catroga a Pedro Silva Pereira, na integra aqui

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Quem não tem cão caça com gato

A Assembleia Geral do Sporting de dia 28 de Junho, segundo me disseram, acabou com o cântico:

O BILHAR É NOSSO,
O BILHAR É NOSSO E HÁ DE SER,
O BILHAR É NOSSO ATÉ MORRER….

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Ah, tal e coiso ... isto não se aguenta. Maldita espiral recessiva.

Mais um dia negro para as carpideiras, para os teóricos da espiral recessiva e os defensores da reestruturação da divida, solução que em Espanha já tem os radicais de esquerda do Podemos acreditam



Como esperado, nem o clima de grande incerteza que se vive hoje na Grécia, onde os juros a 2 anos no final da semana passada estavam quase nos 45%, prejudicou esta colocação de dívida. Se tivesse havido algum efeito, as taxas longas já teriam disparado. Quem coloca o seu dinheiro em Portugal, confia nos portugueses e no nosso governo, bem como no caminho que estamos a seguir.

Aguardo ansiosamente pelos comentários dos syrizicos de serviço cá do burgo, para quem esta é certamente uma péssima noticia.....

Até Tsipras reconhece positivamente a intervenção de Pedro Passos Coelhos. Só Costa e os nossos syrizicos é que não querem ver.


Quando até Tsipras admite que se estava num impasse, quando o nosso Primeiro Ministro fez a proposta que desbloqueou o último entrave ao acordo, António Costa continua a insistir no ataque e a recorrer à difamação e desinformação, para denegrir a actuação do governo português, que desde o principio foi sempre parte activa na procura de uma solução, tendo tido sempre uma atitude muito compreensiva e colaborativa, não deixando ao mesmo tempo de defender, e bem, os interesses nacionais. E esses nunca passaram, nem poderiam passar por empurrar a Grécia para fora do Euro.

O pior cego é aquele que não quer ver e António Costa está cego pela sua ambição desmedida de chegar a Primeiro Ministro, não hesitando em recorrer à mentira, ao populismo fácil e prometer tudo e mais alguma coisa, para atingir esses objectivos.

Algo bem diferente era António Costa preocupar-se quer com a consumação efectiva do acordo conseguido, quer principalmente com o seu cumprimento. Mas isso já não lhe interessa

Adenda: Porque alguns Syrizicos e Socialistas rejubilaram com noticias segundo as quais, o Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk apresenta uma versão diferente daquela apresentada pelo primeiro-ministro português, na passada segunda-feira, tentando desmentir o nosso Primeiro Ministro, aqui fica a prova de que Pedro Passos Coelho sempre teve razão no que afirmou e teve realmente uma intervenção importante, que desbloqueou o ultimo entrave nas negociações:

Porque será que acho que isto vai acabar mal


Tendo em consideração que sabemos hoje que os gregos enganaram deliberadamente a Europa, aquando da adesão ao Euro, que chantagearam a Europa para permitiram a adesão de Portugal e Espanha na CEE, adesão que só aceitaram a troco de 1.750 mil milhões de euro, que não foram capazes de cumprir com o que se comprometeram nos dois resgates anteriores, e que no meio disto tudo já lhes foram perdoados 107 mil milhões de euro (valor muito superior aos 78 mil milhões de euro, do resgate português), isto não está a começar nada bem. Vamos ver se acaba, como e quando e porque valor para a Europa, ou se este folhetim não passa a uma tragédia grega sem fim.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Coisas verdadeiramente importantes

O acordo celebrado hoje entre o Irão e o grupo de países 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China + Alemanha) + a União Europeia, sobre o programa nuclear iraniana, após mais de 10 anos de impasses e 2 de complexas conversações internacionais é histórico.


Segue-se a difícil fase de execução de tudo o que ficou no papel, esperando que tudo se processe como acordado e principalmente que Israel, que sempre se opôs a este acordo e mantém a sua posição de que este acordo favorece descaradamente o Irão, não tenha razão.

E agora PS, o que é que querem para Portugal?


Afinal o PS e António Costa vêem agora congratularem-se com aquilo a que se sempre se opuseram: um acordo que impõe medidas de austeridade muito mais drásticas do que aquelas que os gregos recusaram por expressiva maioria (61%) a 5 de Julho. Mas este acordo vai levar a Grécia a um 3º resgate internacional, algo que verdade seja dita o PS sempre defendeu para Portugal, que poderá atingir os 86 mil milhões de euro, superior ao que Portugal se viu obrigado a assinar em 2011 (78 mil milhões de euro), era o PS governo.

Percebem-se agora de forma claríssima as palavras de António Costa, quando afirmou que a "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha". Ou seja, o que o PS e António Costa desejam é que Portugal se veja na contingencia de pedir mais um resgate internacional, voltarmos a ter a troika em Portugal, a dizer o que temos que fazer e principalmente o regresso de mais e mais dura austeridade, numa altura em que as contas do país mostram claros sinais de que vamos no caminho certo e que os sacrifícios pedidos aos portugueses ajudaram Portugal a sair de uma situação de quase bancarrota, em que os socialistas deixaram o país em 2011.

Mais, o PS continua a lidar mal com o sucesso de Portugal e dos portugueses. Depois de passar meses a afirmar que o governo português estava na linha da frente no ataque à Grécia e que era um dos principais países (se não mesmo o principal) que impedia que não se tivesse chegado mais cedo a um acordo, isolando o país na cena politica europeia, o PS não conseguiu ainda digerir que Portugal e Pedro Passos Coelho tiveram não só uma intervenção positiva, que permitiu chegar ao acordo agora alcançado, mas que tal participação foi sempre feita em total sintonia com a maioria dos parceiros europeus, não tendo estado, nem estando, Portugal isolado em algum momento.

A este propósito Ricardo Costa (irmão do outro que quer ser primeiro ministro e conhecido por não ser um simpatizante do actual governo português), resume nestes dois parágrafos de forma sucinta, mas esclarecedora, o papel de Portugal neste processo, atribuindo os louros a quem os merece e esclarecendo inequivocamente quem é que realmente sempre dificultou a obtenção deste acordo.

Mas, para a história do acordo, a proposta final teve, de facto, o contributo da delegação portuguesa. Este facto contradiz uma ideia feita, e bastante errada, que passou por colocar Portugal no pelotão da linha dura do Eurogrupo. Isso não é verdade. É certo que, numa primeira fase de conversas com a Grécia, quer Portugal quer, sobretudo, Espanha se opuseram a soluções fáceis, porque isso poria em causa as suas estratégias de ajustamento e de posicionamento eleitoral a meses de eleições nacionais. Mas é ainda mais certo que essas “soluções fáceis” nunca teriam o apoio da verdadeira linha dura do Eurogrupo.


Só quem não conhece bem as tensões políticas da Zona Euro é que podia achar que seriam Portugal ou Espanha a impedir um acordo com a Grécia. As dificuldades mais sérias sempre foram com a Alemanha, a Finlândia, a Holanda, os Estados Bálticos, a Áustria ou a Eslováquia.

Só falta agora o PS e António Costa, mas também Catarina Martins e os nossos syrizicos , virem de uma vez por todas esclarecer os portugueses se as condições do acordo agora conseguido por Alexis Tsipras, é ou não o caminho que defendem para Portugal, como têm vindo permanentemente insistindo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

E quer esta gente ser Governo XXVII

Que credibilidade tem António Costa para ser primeiro ministro, quando nem força tem internamente para manter a sua primeira escolha para um cabeça de lista?

Apenas 3 dias depois de apresentar os cabeças de lista do PS às próximas eleições legislativas, António Costa cede às pressões da Madeira e retira o candidato escolhido (Bernardo Trindade, atual secretário nacional do partido), substituindo pelo líder do PS-Madeira - Carlos Pereira. No site do PS* são apresentados todos os cabeças de lista menos o da Madeira.

Independentemente da eterna discussão de quem deve escolher os cabeças de lista dos diversos partidos, se as respectivas direcções nacionais se as estruturas locais, a verdade é que esta cedência mostra o quão fraca é a postura politica de António Costa.

A confirmar-se esta alteração, imagine-se o que será António Costa como primeiro ministro, a ceder constantemente às mais pequenas pressões a que for sujeito.

Vamos agora aguardar para ver se este caso fica arrumado por aqui, ou se António Costa vai tentar impingir o seu camarada do Secretariado Nacional do PS a outra lista distrital.

E quer esta gente ser governo!

* Ou aqui, caso o site seja actualizado...

domingo, 12 de julho de 2015

E que tal porem os gregos a pagar impostos como deve ser?

Andam para aí uns esquerdoides irresponsáveis a falarem em perdoar parte da divida aos gregos (esquecendo-se que já lhes perdoaram em 2012 [o famoso hair-cut] 107 mil milhões de euro, mais do que o valor do nosso resgate de 78 mil milhões de euro em 2001) a lamentarem-se que os gregos são uns coitadinhos, que a Europa deve ser solidária com o povo grego (ainda mais do que tem sido), que até são os que trabalham mais horas na Europa, e que é o país europeu com maior taxa de desemprego (26%)....

E que tal porem os gregos a pagar impostos e a pagarem eles próprios os seus desvarios?

sábado, 11 de julho de 2015

Compreender a poluição na China em 3 minutos

In Le Monde 13-2-2015
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"Airpocalypse ", é assim que os chineses chamam às situações extremas de poluição que submergem as principais cidades num nevoeiro espesso e tóxico. Conforme o tempo passa, o fenómeno agrava-se, e os recordes de contaminação do ar sucedem-se a alta velocidade. Mas como é que a China chegou aqui?

Um pequeno vídeo que nos mostra em apenas 3 minutos o enorme problema que é a poluição na China.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Foi bonita a festa, pá

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
(...)
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Como dizia ontem Guy Verhofstadt a Alexis Tsipras “Não seja um falso profeta e apresente as reformas”, e "não traias o teu povo" e a confiança que depositou em si.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Venda dos terrenos da antiga Feira Popular em Entrecampos

Na passada quinta-feira, dia 2 ao final da tarde, estive presente na Assembleia Municipal de Lisboa (AML), na companhia do José Toga Soares, em nome da Associação de Moradores das Avenidas Novas e do Sérgio Ramalho e do Sérgio Delgado, em representação da Associação de Moradores da Praça de Entrecampos, na audição promovida conjuntamente pelas 1ª e 3ª Comissões Permanentes da AML, no âmbito de Petição n°. 11/2015 - “Pelo direito dos moradores, comerciantes e amigos das Avenidas Novas, serem ouvidos previamente sobre a venda de terrenos da antiga Feira Popular”.


Nesta audição, além das intervenções dos outros 3 representantes dos peticionários, tive oportunidade de expor às Senhoras e Senhores Deputados Municipais, quer as nossas preocupações sobre este processo, quer três pontos prévios, que entendemos necessários.

Assim comecei por referir de forma sucinta, que apesar de nos termos do regulamento da AML sobre as petições, não precisarmos de apresentar subscritores, por sermos organizações de moradores, não quisemos deixar de a apresentar subscrita por 341 cidadãos, de forma a que a mesma tivesse o imprescindível suporte popular que julgamos importante. Em segundo lugar o facto de nada nos mover contra a venda do terreno, bem como não termos objecções à mesma. Em terceiro o facto de vermos que a nossa petição já conseguiu a sua primeira vitória, que foi a convocação pela AML, de uma audição pública para amanhã.

Relativamente a esta audição pública marcada para amanhã, foi de forma muito positiva que ouvimos a Senhora Presidente da AML, afirmar que a realização da mesma se deveu à apresentação da nossa petição, e as desculpa que apresentou pelo facto de apenas ter sido possível marcar a audição dos peticionários em Comissão na passada quinta feira, mas tal deveu-se ao facto de não a ter querido marcar sem que a CML aprovasse a proposta para a venda dos terrenos da Feira Popular, o que apenas aconteceu na véspera.

Quanto às principais razões que nos levaram a promover e apresentar esta petição, referi o facto de a Câmara estar a querer vender um terreno, que a mesma apelida como sendo o "coração de lisboa", sem apresentar os estudos mínimos em que se baseia, nomeadamente para impor uma afectação de pelo menos 60% da superfície acima do solo para uso terciário e apenas de 20% para habitação. Porquê apenas 20% para habitação, quando a Câmara afirma constantemente que é necessário atrair população para a cidade e quando esta é uma zona da Cidade que nos últimos 20 a 30 anos tem vindo a perder moradores.

Por outro lado um projecto desta envergadura, vai trazer diariamente para aquela zona da cidade, alguns milhares de pessoas, com o consequente aumento de circulação rodoviária, em artérias que já hoje se apresentam permanentemente congestionadas a algumas horas do dia. A isto acresce o facto de a proposta Camarária, prever que os acessos automóveis ao estacionamento em subsolo terem que se realizar obrigatoriamente pela Av. 5 de Outubro (ficando um eventual acesso pela Av. da República condicionado à apreciação da CML em sede de licenciamento). Tudo isto sem um estudo prévio de circulação e densidade de tráfego.

Outro factor que nos preocupa é o facto de a Câmara apenas impor ao futuro promotor, em termos de contrapartidas, a "execução de um arruamento público na continuidade da Rua da Cruz Vermelha, entre a Av. 5 de Outubro e a Av. da República". Parece-nos pouco. Muito pouco mesmo, se tivermos em conta que este foi um terreno que esteve sempre ao serviço da população de Lisboa e onde existia até um Teatro - Teatro Vasco Santana.

Seria importante, do nosso ponto de vista, que na venda deste terreno, fossem consideradas contrapartidas para usufruto da população em geral, mas muito em particular daquela zona da cidade, quer na área cultural, quer na área social (centro de dia, creche, centro de apoio escolar, zonas de lazer/parque infantil, ou outros quaisquer equipamentos que apoiem uma comunidade, que apesar de localizada no coração de Lisboa, tem ainda bastantes lacunas neste tipo de valências).

Da nossa parte ficou ainda o pedido para que a AML, analise profundamente e cuidadosamente a proposta 395/CM/2015, não se deixe pressionar por prazos que são manifestamente pequenos para analisar uma proposta desta envergadura, que terá consequências não só para o futuro das Avenidas Novas, mas de toda a cidade e se for necessário adie a votação prevista para o dia 14 deste mês. É preciso ter em em conta que a proposta camarária apenas foi aprovada no passado dia 1 (e que no momento da nossa audição, ainda era desconhecida dos Senhores e Senhoras Deputadas Municipais), e que amanhã se realiza uma audição popular, em que estão previstas intervenções de 30 cidadãos.

Não será possível de forma séria, ter em consideração os contributos que venham a ser dados por esses cidadãos e as suas implicações neste processo, em apenas 2 dias uteis. Se tal acontecer a audição de amanhã não passará de um fait divers, sem nenhuma consequência prática. A este respeito no entanto, a Senhora Presidente da AML, foi muito clara ao afirmar, que não se deixará pressionar por nada nem por ninguém, e que se for necessário, a votação da proposta camarária será adiada o tempo que for necessário. 

Não quero deixar de referir a forma extremamente afável e cordial como fomos recebidos por todos os Senhores e Senhoras Deputadas Municipais, com especial relevo para os Senhores Presidentes das 1ª e 3ª Comissões, respectivamente os Senhores Deputados Hugo Chambre e Vitor Gonçalves e da Senhora Presidente da AML, Senhora Deputada Helena Roseta, bem a forma como fomos interpelados por vários dos Senhores Deputados, de todos os partidos, no final da audição.

Por fim não posso deixar de lamentar, que estando-se a falar da venda de um terreno no "coração de Lisboa" apresentado pela CML como "a última grande oportunidade para desenvolver um projecto imobiliário no centro de Lisboa", a Assembleia de Freguesia de Avenidas Novas, freguesia onde se localizam om terrenos da antiga Feira Popular e que a CML pretende agora vender a toda a pressa, se tenha mantido totalmente à parte deste debate, não tendo tomado qualquer posição sobre esta proposta camarária.

Aliás e apesar de vários membros da Assembleia de Freguesia terem, e bem, subscrito a nossa petição, o tema não foi sequer falado nas Assembleias de Freguesia que se realizaram a 27 de Maio e a 25 de Junho. Algo que infelizmente não me espanta, tendo em consideração o alheamento como a quase totalidade dos eleitos se têm mantido afastados dos problemas e projectos para a Freguesia, estando mais interessados em discutir processos de intendência em vez de analisarem, debaterem e apresentarem propostas para e sobre a Freguesia.

Grande discurso. O que Tsipras não pensava ouvir na primeira presença no Parlamento Europeu

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Isto sim é politica! Para os que gostam e vivem a política, um discurso a guardar e recordar.

Hoje no parlamento Europeu, GuyVerhofstadt - líder do ALDE Group – Liberals and Democrats in the European Parliament, em 8 minutos disse frente a frente a Alexis Tsipras, o que ele nunca pensou ouvir, no dia em que finalmente resolveu enfrentar os eleitos democraticamente pelos Europeus.

Sempre com um sorriso, Guy Verhofstadt, ao mesmo tempo que reconhecia os enormes esforços feitos pelo povo grego, e a redobrada legitimidade dada pela vitória no referendo do passado domingo, não deixou de aconselhar e de confrontar frontalmente Alexis Tsipras com a necessidade de um plano de ação claro e concreto. “Há cinco anos que caminhamos como sonâmbulos em direção ao Grexit (à saída da Grécia da zona euro) com a ajuda e o apoio da extrema-direita. E nos últimos meses já não caminhamos, mas corremos em direção a uma saída do euro”. “Não vai ser você, nem vamos ser nós a pagar a conta. Serão os cidadãos gregos que vão sofrer os custos da Grexit”, afirmou. Verhofstadt também aconselhou Tsipras a ser um verdadeiro revolucionário e a acabar os os privilégios no seu país



Um discurso que António Costa, Catarina Martins e os syrizicos cá do burgo, deveriam ouvir atentamente.

O discurso de Guy Verhofstadt, já tem mais de 1.500.000 de visualizações no Facebook.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A crise da dívida grega explicada em dois minutos

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De que serviu afinal o referendo grego?

O respeito pelas decisões dos gregos, principalmente quando tomadas de uma forma democrática e sufragadas de forma inequívoca, é algo que ninguém nem nenhum governo deve colocar em causa.

Por outro os gregos não se podem esquecer, que os seus parceiros europeus, aqueles com quem têm que negociar - os credores - também foram eleitos democraticamente e também têm que respeitar as decisões dos seus eleitores, que são contrárias às pretensões gregas

E se ontem foi sem dúvida nenhuma uma noite de euforia para os gregos, a realidade é bem mais dura, e os dias que se avizinham, ao contrário do que Tsipras prometeu aos gregos na última semana, avizinham-se cheios de dificuldades. Se não vejamos:



O futuro não se advinha fácil para os gregos. Para o bem da Grécia e da Europa, espero que o real resultado do referendo criado pelo Syriza - a demissão forçada de Varoufakis - abra portas a um entendimento entre os gregos e os credores.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quanto é que os gregos nos devem?

Para que os nossos syrizicos não se esqueçam, é bom lembrar que quando falam em renegociação da divida grega (leia-se perdão da dívida), os gregos nos devem qualquer coisa como 4,8 mil milhões de euros, aproximadamente 2,8% do PIB, que se não pagarem (em parte ou na totalidade) teremos que ser todos nós a pagar (leia-se mais austeridade).

Os extremos tocam-se

Se o  resultado do referendo na Grécia é inquietante para o futuro e a união da Europa, não é menos inquietante o que pensa Marine Le Pen sobre Alexis Tsipras:


Numa altura em que na Europa os extremismos alcançam pela via democrática resultados que há bem pouco tempo seriam impensáveis, estas afirmações são no minimo preocupantes.

NÃO...NÃO...E NÃO !!!!!

O povo grego votou de forma inequívoca: 61,3% disseram NÃO à austeridade. Mas este não à austeridade significa verdadeiramente o quê? Um não à Europa?

O governo grego tem afirmado repetidamente que a Grécia fica na Europa e no Euro, fosse qual fosse o resultado do referendo deste domingo. O primeiro ministro Tsipras, mal foi conhecida a vitória do não, apressou-se a comunicar que vai "regressar amanhã à mesa das negociações com o objetivo de estabilizar o sistema bancário (que está sem liquidez) e a economia". Mas Alexis Tsipras foi mais longe ao afirmar que "A questão da dívida vai estar na mesa das negociações, na sequência do relatório do FMI [em que um dos cenários admitidos elencava uma redução da dívida grega]". Este argumento também foi mencionado pelo ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, numa declaração à imprensa sobre os resultados do referendo, antes de Tsipras ter falado.

Ou seja, o que o governo grego quer é o melhor de dois mundos: permanecer activamente na Europa e usufruir da sua solidariedade (leia-se mais dinheiro), mas ao mesmo tempo que lhe seja perdoada parte da divida.




Porque não esperem os gregos que o tão apregoado fim da austeridade, que o Syriza tanto prometeu na campanha eleitoral e que neste referendo reiterou, vai acabar só porque uma larguíssima maioria do povo votou não. Ao prometer voltar às negociações, a dupla Tsipras e Varoufakis só se esqueceu de dizer aos gregos, que o que vai estar em cima da mesa das negociações são precisamente as medidas de austeridade, que até aqui têm sido debatidas, independentemente dos inevitáveis acertos pontuais que vierem a serem feitos, seja por parte do governo grego seja dos credores.

As afirmações do socialista Marin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, de que "Hoje é um dia difícil: existe uma maioria na Grécia e a promessa do primeiro-ministro Tsipras ao povo grego de que com o Não a posição da Grécia para negociar um acordo melhora é, a meu ver, falsa”, são reveladoras dos difíceis tempos que se avizinham para os gregos.

Respeito a decisão dos gregos! Mas depois dos sacrifícios que Portugal e os portugueses fizeram, e com os quais obtivemos resultados completamente diferentes dos da Grécia, que nos permitem afirmar de forma categórica que Portugal não é a Grécia, subscrevo o que o meu amigo Paulo Bento escreveu no Facebook: "A de que NÃO ESTOU DISPOSTO A PAGAR MAIS UM CÊNTIMO DE IMPOSTOS para pagar a vida que os gregos querem levar.

Quando se tomam decisões, tem de se saber assumi-las.

Por isso lhes digo...

Quando me perguntarem se estou disponível para fazer mais sacrifícios para lhes pagar as suas irresponsabilidades, responderei da mesma forma que hoje votaram...

NÃO...NÃO...E NÃO !!!!!"

sábado, 4 de julho de 2015

E quer esta gente ser governo XXVII

Seguindo a coerência já mostrada por diversas vezes dos seus amigos syrizicos gregos, António Costa, dando o dito por não dito, tenta agora a todo custo e a cada dia que passa, demarcar-se  do Syriza e do desastre em que este colocou a Grécia em apenas 6 meses.

Em Janeiro deste anos, António Costa rejubilava com a vitória do Syriza e com a derrota dos socialistas gregos do PASOK, afirmando que "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha"


Será que Costa se esquece que quem esteve à frente do Governo de Portugal, nos 6 anos anteriores á entrada da troika em Portugal, que quase nos deixou na bancarrota e à beira do está a acontecer na Grécia, foi o PS e de que num desses 2 governos ele próprio era o número 2?

Será que Costa ainda não percebeu que Portugal não é realmente a Grécia, e que apenas graças à determinação do actual governo PSD-CDS, liderado por Pedro Passos Coelho, e aos sacrifícios dos portugueses, é que "Portugal já terminou o programa com a 'troika', Portugal não teve programa cautelar, não pediu mais dinheiro, não pediu mais tempo. O país vai ter um défice inferior a 3%, pela primeira vez ficará livre de sanções ou ameaças, vai ter acesso a flexibilidade, temos o investimento a disparar, as exportações a crescer, a economia a melhorar e a criação de emprego finalmente a dar resultados positivos. Nada disto (...) tem a ver com a situação na Grécia", onde hoje já há farmácias sem alguns medicamentos, em que os limites ao levantamento de dinheiro são uma realidade e em que alimentos começam a escassear.

Mas não tenhamos dúvidas. Se o PS for governo e aplicar o que anda desesperadamente a prometer, facilmente chegaremos à situação em que o Syriza colocou a Grécia.

E quer esta gente ser governo!