sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Chinesices socialistas 2

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No mesmo dia e no mesmo local, António Costa, falou 2ª vez com sentido de estado. Ou será que voltou a dizer frases imprecisas? Ou será que mais uma vez, pura e simplesmente falou verdade?

Sempre sorridente, Costa voltou a elogiar o investimento chinês em Portugal e o contributo que deram para que Portugal tivesse reencontrado o caminho da estabilidade e confiança.

E agora Ferro Rodrigues, o que é que vais dizer? Vai sair mais um SMS? Vai haver mais alguma demissão?

Basta comparar este vídeo com o primeiro vídeo, para facilmente se concluir que António Costa é um homem de ideias fixas, acredita no trabalho do Governo, no esforço dos portugueses e não tem a mínima dúvida que Portugal está hoje melhor que há 4 anos.

E quer esta gente ser governo XIX

As declarações de António Costa proferidas a 19 de Fevereiro, no Casino da Póvoa de Varzim, perante chineses radicados em Portugal, só foram tornadas públicas porque o deputado Nuno Melo as colocou on-line. Caso contrário, continuariam no segredo dos deuses e os portugueses desconheceriam que o líder do PS tem um discurso para os estrangeiros e investidores e outro para os portugueses.

Depois vieram as interpretações, desculpas e justificações, para algo que não deixou a mínima duvida para ninguém, menos para os que se dão mal com a verdade e com o sucesso de Portugal e dos portugueses. Primeiro que António Costa falou com sentido de estado. Depois que afinal foi uma frase imprecisa. A seguir que a frase teria sido retirada do contexto. Houve ainda direito a SMS a explicar aos militantes socialistas (como se fossem "totós") o inexplicável. Só falta agora virem dizer que nunca existiu.

E é preciso muito descaramento de Ferro Rodrigues, quando vem dizer que se está a "tentar isolar uma frase imprecisa de uma intervenção", quando existe um vídeo, que prova que não existe nenhuma descontextualização e que o que António Costa disse, não deixa margem para dúvidas e que mais não foi que o assumir, de que Portugal está hoje melhor do que há 4 anos.

E quer esta gente ser governo!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Chinesices socialistas

A partir de agora já sabemos que quando António Costa fala "com sentido de estado", é porque está a falar verdade. A consequência é que se continuar a falar verdade muitas vezes, poderá criar uma vaga de demissões no seu partido. Alfredo Barroso, militante número 15 e fundador do partido, é o primeiro a anunciar essa intenção, afirmando que vai apoiar o BE. Será que Alfredo Barroso se dá mal com a verdade?

Se houvesse quem ainda tivesse dúvidas, com as declarações de António Costa, fica a certeza: Portugal está numa situação "bastante diferente daquela que estava há quatro anos", quando o PS e Sócrates deixaram o país à beira da bancarrota. E destas afirmações de António Costa, de agradecimento à comunidade chinesa, não deixa de estar implícito uma aprovação ao programa do governo de atribuição dos vistos gold, o que depois do que o PS tem afirmado sobre este tema, não deixa de ser no mínimo curioso.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Garcia Pereira, os traidores do Syriza e o imperialismo

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Uma traição que é uma tragédia grega! - Garcia Pereira no seu melhor

"O que está aqui em causa e é cada vez mais claro, é que o governo do Syriza que foi eleito com um conjunto de promessas, designadamente cortar com a União Europeia, cortar com o Euro e não aceitar mais uma única medida de austeridade, que chegou ao poder com o voto dos gregos (...) já depois de eleito teve um apoio de cerca de 81% da população grega.

E depois o que está a fazer neste momento, não obstante uma operação de cosmética, que torna isto ainda mais repugnante é um simples mudar de nomes. Deixa-se de falar na troika para se falar nas instituições, não se fala em credores fala-se em parceiros, mas de facto o que está aqui em causa é um novo memorando, um novo programa de resgate da Grécia e a cedência em toda a linha ao imperialismo". (Em Foco, Económico TV, 24-2-2015)

Depois de um discurso destes, que de democrata nada tem e que, apesar de dar vontade de rir, é um de radicalismo extremo, até os Syrizicos portugueses, parecem de direita.

Em resumo, segundo Garcia Pereira, o novo governo grego mais não é que um grupo de oportunistas, cobardes e mentirosos. Só faltou chamar-lhes de fascistas. Enfim o habitual discurso do MRPP, que me faz lembrar os tempos da "libertação imediata do camarada Arnaldo Matos". Quase 40 anos depois, o MRPP mantem-se fiel à sua cassete, e ao contrário do BE (e até  do PS), que não hesitaram em colarem-se à vitória do Syriza no dia das eleições, encara com frontalidade que o Syriza que ganhou as eleições há um mês atrás, não é o mesmo de hoje. E ainda bem, digo eu.

A necessidade de tomar decisões, obrigou o Syriza a mudar o seu discurso e as suas prioridades. Numa palavra a recuar. Ainda bem que o bom senso imperou, pelo menos para já, entre as instituições e a Grécia. É bom para os gregos, mas acima de tudo é bom para a Europa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

As vitórias do Syriza e a nossa esquerda caviar

As últimas semanas e principalmente os últimos dias têm sido férteis em noticias sobre a Grécia. Eu próprio tenho aqui manifestado a minha posição sobre algumas das questões que se levantaram com o resultado das últimas eleições gregas, sendo especialmente critico para a demagogia com que a nossa esquerda caviar, a que inexplicavelmente António Costa e o PS se colaram, vêm vitórias em cada recuo do Syriza.

Não que tenha algo contra a Grécia ou os gregos, mas não consigo perceber de onde lhes veio esta súbita fobia para apresentar os Syrisicos como os salvadores da Europa, repetindo vezes sem conta o que já se percebeu não ser verdade, como se "uma mentira repetida mil vezes, passe a ser verdade".

Como infelizmente alguma da nossa imprensa já nos habituou a ser muito pouco isenta, reflectindo apenas o que mais lhe convém e se com isso conseguir atacar o governo, melhor ainda, tenho aqui replicado alguns artigos de opinião, que nos trazem uma outra visão do que se passa, além das verdades que outros teimam em nos impor.

E porque a memória às vezes é curta, convém não nos esquecermos de que estamos a falar de um país que tinha as mais inimagináveis regalias, onde cabeleireiras e massagistas eram profissões "árduas e insalubres" e davam direito a reforma aos 53 anosou que tinha uns absurdos 45 jardineiros para quatro arbustos, ou que pura e simplesmente vetou a nossa entrada e da Espanha na CEE. Ou será que não convém lembrar que nessa altura a solidariedade grega custou “dois mil milhões de dólares (cerca de 350 milhões de contos)”. Qualquer coisa como 1.750 milhões de euros, aos cofres europeus.

Porque algumas verdades são inconvenientes para uns tantos democratas, que curiosamente até há um mês atrás nunca os tinha visto como gregos e que nem faziam ideia (e se calhar continuam a não fazer) o que era o Syriza, deixo-vos aqui mais 4 artigos que ajudam a compreender a verdade sobre as recentes vitórias Syrizicas:

Bastaram três semanas - Ou a Teresa de Sousa virou uma perigosa Passista e apoiante da Sra Merkel , o que não me parece ser o caso, ou esta é mais uma análise isenta da actual realidade grega, que António Costa continua a querer ignorar;

Pequeno dicionário do nosso tempo mediático Um oportuno dicionário para o António Costa e a nossa esquerda Syrisica saberem o que dizem, quando vêem falar de crises humanitárias e de austeridade. (Crise humanitária existe na Siria, na Libia ou no Darfour. Ou de repente a nossa esquerda caviar já se esqueceu que continua a existir um Darfour...)

- O acordo do Eurogrupo explicado parágrafo a parágrafo - Como diz o mais que insuspeito Vital Moreira "É verdadeiramente patética a tentativa do governo Syriza e seus apoiantes para tresler o acordo com a UE e ver nele "uma batalha ganha" por aquele. Ver esta explicação em português entendível por toda a gente. Parece que outros comentadores leram uma versão diferente, provavelmente em grego..."

- A derrota do Syriza: não há revoluções grátis  - Ou a vitória da semântica. Já todos sabemos o que conseguiu o Syriza: em vez da troika, passou a haver “instituições”; em vez do programa, “acordo”; em vez de credores, “parceiros”; em vez de austeridade, “condições”. A verdade que alguns não querem ver.

90 anos em 192 em crises financeiras. Será teimosia?



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Duas mãos... cheias de nada!

Ia atrever-me a escrever que já tudo foi dito, acerca das negociações Grécia-UE-Grécia, mas como ainda faltam alguns episódios para terminar a novela... aguardemos.

Quedo-me, portanto, por emitir a minha opinião sobra a "grande vitória" conseguida pelo extremista Syriza. Uma "vitória" já devidamente festejada por Varoufakis, por Tsipras e por uns milhares de cidadãos gregos que, lá como cá, seguem o velho refrão do "quanto pior, melhor..."

António Costa (o tal que exultou com a vitória da extrema esquerda helénica - não a antiga Grécia, mas a actual - para no fim da mesma semana mudar de agulha) foi um deles, logo acompanhado, obviamente, pelo "Berloque", pelo PCP (bastante mais comedido, apesar de tudo), pelos "comentadeiros" e "comentadeiras" habituais, por movimentos até hoje desconhecidos em Portugal (como o IAC) e, naturalmente, pelos também habituais e previsíveis jornalistas que seguem a máxima acima referida.

Mas qual vitória, qual carapuça?, digo eu!

Para quem esteve atento, ficou claro que, do programa apresentado pelo Syriza pouco ou nada resta, tantos foram os já esperados recuos. Acaso pensavam que, um país cuja dívida ascende a uns "escassos" 175% do PIB, chegava a Bruxelas e impunha as suas condições puras e duras?

Só quem acredita mesmo em "histórias para crianças"...

O arremedo de acordo não irá solucionar nada e o povo grego continuará a sentir na pele, dentro em breve de forma reforçada, as dificuldades que governos anteriores lhes legaram e o Syriza também não resolverá.

Como é que existe quem considere uma vitória da Grécia (leia-se Syriza), quando o que na realidade aconteceu foi que o Syriza perdeu 18-1?

Como é que existe quem considere uma vitória da Grécia (leia-se Syriza), quando a verdade está em que os seis meses pedidos pelo Syriza se transformaram em quatro, quando o pedido de perdão da dívida para metade (sim, metade) não aconteceu, quando o memorando detestado pelo Syriza alterou apenas a designação para "actual acordo", quando a recusa em continuar a dialogar com a Troika acaba por ser um diálogo com as mesmas entidades, agora designadas por "instituições"?

E, note-se que essas ditas "instituições" e o próprio Eurogrupo ainda não decidiram definitivamente se libertam ou não mais dinheiro para a Grécia!

Que raio de "vitória" é essa, que (além de encurtar prazos de seis para quatro meses), ainda "obriga" o governo grego (leia-se Syriza) a submeter antecipadamente às "instituições" toda e qualquer medida que queira vir a tomar, mantendo praticamente todas as medidas de austeridade a que estava sujeito?

E, para não me alongar mais (dado o adiantado da hora), bom seria que António Costa (ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Sim, ex-presidente, pois a vidinha agora é de permanente campanha) e os demais defensores fizessem, eles sim e não o governo português, um "mea culpa", por terem tido a veleidade de lançarem diariamente inverdades para a opinião pública, quando o próprio país que dizem defender e que se chama PORTUGAL é um dos credores que "está a arder" com 1,2 mi milhões de euros. Heroicamente, perdoamos a dívida e pedimos aos portugueses para apertarem ainda mais o cinto que, pouco a pouco, começam a desapertar?

Grandes patriotas, sim senhores... mas com o dinheiro dos outros, como sempre!

Espero bem que os eleitores portugueses não esqueçam esses "mãos largas", no próximo acto eleitoral.

Há pouco, no "Económico", podia ler-se: "Repetimos, agora mais alto: nada está garantido. Sem lista aprovada pela troika, nós, o Eurogrupo, não aprovamos o envio do dinheiro da tranche, nem o repatriamento de lucros do Banco Central Europeu com obrigações gregas."

Vitória? Só se for de Pirro, é o que é...

Quando a esquerda perde a razão, estala o verniz

Quando não têm mais argumentos, a nova esquerda caviar, a que António Costa e o PS tanto se têm encostado e elogiado nos últimos tempos, parte para o insulto baixo e gratuito. E os últimos dias têm sido férteis em exemplos.


Podemos não gostar e discordar do Presidente de República (eu gosto) ou do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (eu não gosto), ou da Ministra das Finanças (eu gosto). E é o vivermos num país livre e democrático, que nos dá essa possibilidade de livremente exprimirmos a nossa opinião, seja ela favorável ou desfavorável, aos que nos representam nos mais variados órgãos politicos da República. Mas com argumentos e ética. Quando há falta desses argumentos se parte para o insulto, perde-se a razão.

Assim escreve um cronista do Jornal de Negócios e colaborador da TSF, sobre a Ministra das Finanças. Imagine-se o que aconteceria se alguém de direita escrevesse o mesmo sobre, por exemplo, a Catarina Martins ou a Maria de Belém. Nunca mais escrevia em nenhum lado. Como é esquerda-caviar, as gentes dos jornais sorriem com a irreverência do rapazola e os socialistas assobiam para o lado.

Também ao nível das instituições europeias, o radicalismo de esquerda parece já ter começado a dar sinais da sua graça, apesar do desmentido do próprio. Segundo o insuspeito Libération, Varoufakis terá chamado "mentiroso" a Jeroen Dijsselbloem e terá mesmo avançado para o Presidente do Eurogrupo. Fica a dúvida, mas como se costuma dizer "onde há fumo há fogo"
Mas também ao nível autárquico mais pequeno - a Freguesia-, há os que se dando mal com o sucesso e trabalho dos outros, utilizam o inulto, a agressão verbal e a mentira, como arma de debate e confronto politico. Se de alguma esquerda Syrigaita isso já vai sendo habitual, o que não era de todo esperado é a colagem que também aqui o PS faz, não tendo iniciativa e embarcando facilmente numa linguagem e numa acção que não é própria de quem quer ser poder.

Esta não é a minha forma de estar na politica. Como disse Sá Carneiro "A Política sem risco é uma chatice...Mas sem ética e uma vergonha!", e ética (e porque não também solidariedade) é algo que alguns, pelas Avenidas Novas, desconhecem o que seja.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Segunda-feira saberemos se há ou não acordo com a Grécia

Desta vez até estou de acordou com António Costa, quando afirma que com o principio de acordo ontem alcançado no Eurogrupo com a Grécia,  prevaleceu o "bom senso" e não a "linha suicidária". Mas apenas nisto, pois António Costa não percebeu ainda que a Grécia está cada vez mais isolada, que não teve nenhum dos outros 18 países do seu lado, e que o TPC que Varoufakis levou para Atenas, para apresentar na segunda-feira à troika, desculpem às instituições (a troika já acabou), é a chave para o prolongamento do programa por 4 meses ( e não de 6, como pretendiam). Ou seja, ainda está tudo em aberto. 

Mas não deixa de ser curiosa, para não dizer mesmo ridícula, as afirmações de António Costa, Rui Tavares e outros ex-bloquistas, ex-Livres, ex-qualquer coisa brevemente, que na sua ânsia de criticarem e tentarem fazer querer que Portugal está isolado na Europa no que concerne ao problema e radicalismo grego, tudo fazem para desacreditarem Portugal e fazerem querer que quem saiu vitorioso nestas negociações, conseguindo tudo o que queria e prometeu, foi a Grécia, quando foi precisamente o oposto que aconteceu. "A Grécia teve de ceder em quase tudo. De tal forma que pouco sobra das principais bandeiras eleitorais do Syriza. Porque a realidade é a realidade. E porque, ao negociar, a arrogância é má conselheira"*

Na prática e por muito que queiram fazer outras leituras, o que o Syriza conseguiu, além da mudança do nome da troika e do programa de resgate, foram 72 horas para mostrar o que é capaz de propor ao Eurogrupo, para conseguir o balão de oxigénio que são estes 4 meses de prolongamento. Ou seja, quais são as medidas de austeridade que vai propor, para cumprir com os compromissos anteriormente assumidos.

De tudo isto se conclui que, ou o comunicado oficial que saiu da reunião do Eurogrupo de ontem foi mal traduzido para o António Costa e a nova esquerda caviar, ou deram-lhes outra coisa qualquer a ler, pois é muito claro no comunicado que "The Greek authorities reiterate their unequivocal commitment to honour their financial obligations to all their creditors fully and timely". Por outras palavras, meteram o programa eleitoral na gaveta e perceberam que têm de deixar o folclore e começarem a trabalhar.


Mas só segunda-feira ficaremos a saber se o bom senso vai prevalecer e as propostas que a Grécia vai apresentar (a auto-austeridade em vez da imposta pela troika) é aceite pelas instituições (a antiga troika), ou se a Grécia vai preferir a linha suicidária, em que tem insistido e tudo voltará à estaca zero.

*"Futuro da Grécia: As entradas de leão, e a saída de sendeiro, do Syriza", artigo de José Manuel Fernandes no Obervador, que faz uma análise, de forma objectiva, do que foram estas primeiras semanas do novo governo grego.

As Rodas de Lisboa

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Um pouco da história da Carris e de Lisboa, do tempo em que esta empresa, como tantas outras eram "auto-suficientes". Havia menos população e o preço do bilhete, o mais pequeno, tinha o mesmo valor que uma carcaça (pão mais pequeno). Hoje um bilhete é do valor de um pequeno almoço, e a empresa é deficitária...

Houve evolução? Evidentemente, mas que evolução... deixa-nos a pensar! 

Filme de 1951 comemorativo do "Cinquentenário da electrificação dos transportes urbanos", com locução de Fernando Pessa e colaboração musical da banda de Música dos empregados da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, sob a Direcção de António Lopes Ribeiro e Francisco Ribeiro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

E quer esta gente ser governo XVIII

Para o PS na violência doméstica a prioridade é proteger o agressor.

No seu blog Depois Falamos, Luis Cirilo é objectivo e incisivo na qualificação que faz do PS de António Costa "o partido mais demagogo, populista e desavergonhado do actual quadro parlamentar para quem na caça desenfreada ao voto vale tudo mesmo que seja num curto espaço de tempo dizer uma coisa e o seu contrário".

Mas com a apresentação de um projecto de lei, (rejeitado com os votos contra do PSD e CDS e a abstenção do PCP) de alteração ao Código Penal, com a introdução de um novo artigo sobre o flagelo da violência doméstica "a demagogia socialista foi para lá do imaginável.

Quando os outros partidos estão preocupados com as vitimas o PS preocupa-se com os agressores.

E considera que uma das formas de combater a violência doméstica é a Segurança Social providenciar apoio ao agressor para atribuição de uma habitação!"

E quer esta gente ser governo!

Post a ler na integra, aqui

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Hoje também eu me sinto indignado

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No País dos indignadinhos*, hoje também eu me sinto indignado! Sim, indignado por causa de um vídeo que para aí anda a gozar com o Belenenses. Não que eu seja do Belenenses, mas porque é um clube pelo qual acho que todos os lisboetas têm um fraquinho e porque tem atravessado uns momentos menos bons. É fácil gozar com os mais pequenos. A ver se eles se meteram com algum dos grandes. Gostava de ver. Não têm coragem. Enfim uns cobardolas.

Foi ataque injusto e sem razão, porque depois do golo o Belenenses em vez de se sentir vitorioso e achar que o jogo estava no papo, foi à procura de mais. Mas como era o mais pequenino em jogo, nada pode fazer contra aquele escandaloso prolongamento, que só tinha uma finalidade, como se viu.

Só não percebi o pedido de desculpa ao clube de Alvalade. Desculpa porquê. Alguém foi insultado? Em algum momento o vídeo ofende o clube de que o meu avô era um fervoroso adepto (eu sei, não há famílias perfeitas)? Mesmo tendo em conta a linguagem futebolística, não descortino qualquer mentira. Apenas a vontade de alguém encontrar um pretexto semanal para ter tempo extra e, no caso presente, atacar uma das marcas portuguesas mais antigas, de maior expressão mundial e que onde quer que haja portugueses está presente, para matar saudades da pátria.



E para o caso de ainda não terem visto o vergonhoso ataque ao Belenenses, aqui fica o vídeo, pois parece que por causa do lápis verde, terá sido retirado do ar. 

Aos indignados sugiro que bebam uma Sagres, que isso passa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Portugal no bom caminho

Assim não vamos lá!!! Não se entende porque é que não dão ouvidos ao senhor sexy do cachecol e aos 31.


E hoje também, os juros da Grécia nas maturidades a cinco e as dez anos subiram para 14,3% e 9,45%, respectivamente, fruto do magnifico trabalho do novo governo grego, que voltou a não conseguir um acordo com os restantes parceiros europeus, onde mais uma vez não conseguiu ter nenhum dos restantes 18 países do seu lado.

E tudo isto acontece no mesmo dia em que Portugal, o seu governo e os portugueses, são elogiados pelo Eurogrupo, de uma forma clara e sem margem para dúvidas, pelo trabalho e esforço desenvolvido nos últimos 3 anos, em que o país esteve sob intervenção externa, que mostra "o quão depressa um país consegue recuperar" de um programa de ajuda externa, a exemplo do que tinha já acontecido com a Irlanda.


O que irão agora dizer as carpideiras perante estes resultados e elogios, prova clara que os mercados acreditam sem reservas no sucesso do programa português, pois se assim não fosse os juros não continuavam a cair de forma sustentada para a dívida portuguesa em contraponto com a grega que sobe.

Os próximos dias dirão se não vamos ter numa enorme tragédia grega, de contornos imprevisíveis para a Grécia, mas ao que tudo indica, e ao contrário do que a nossa esquerda desejaria, não afectará nem o resto da Europa nem o euro.

Finalmente António Costa assume que Lisboa deixou de ser a sua prioridade

Só se esqueceu foi de avisar os lisboetas, que não era Lisboa que estava nos seus horizontes. Mas se alguém ainda tinha dúvidas que Lisboa já não fazia parte das suas prioridades, hoje finalmente António Costa assumiu aquilo que era, já há muito tempo, uma evidência:

PSP faz da via pública armazém

Entre manifestações, à porta do Ministério da Saúde, a PSP já não se dá ao trabalho de retirar as baias que utiliza para manter os manifestantes do outro lado da rua. Pura e simplesmente deixa-as no meio do passeio, há já vários meses.

Vão utilizando-as sempre que há manif e depois voltam a amontoá-las no passeio. O peão que se lixe.

Porque não utilizar um dos lugares de estacionamento ou a garagem do Ministério? Seria mais sensato. Ou não?

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A demagogia, os coitadinhos dos gregos, o Syriza e as IFKAT

Os gregos votaram e democraticamente fizeram uma opção e essa opção, também democraticamente, deve ser respeitada não só pelos gregos, mas também pelos europeus. Este é um facto sobre o qual parece não haver dúvidas. Diferentes são no entanto os entendimentos sobre o que o novo governo grego pretende dos seus parceiros europeus (e não só), para que mais uma vez sejam a solução dos seus problemas, criados apenas por eles, mas que infelizmente dizem respeito a todos.

Muito se tem dito e escrito nas últimas semanas sobre a situação grega, as promessas eleitorais do Syriza (sobre as quais os próprios já admitiram que fizeram bluff) e as vitórias ou recuos que o Syriza tem preconizado. Mas também muita demagogia, desinformação, meias verdades se têm dito e escrito, em grande parte à custa da ignorância da opinião pública nesta matéria, com o fim obvio de a influenciar e confundir sobre a nossa actualidade politica.

São pois muito oportunos alguns artigos de opinião, publicados este fim de semana, que de certeza ajudarão a esclarecer sobre a actual situação grega, a desmistificar algumas certezas, que de verdadeiras têm muito pouco, como a sustentabilidade ou não da dívida grega, a questão de já não negociarem com a troika, a crise humanitária, as ameças, ou as vitórias do governo grego nestas últimas semanas, mas que no último concelho europeu, não conseguiu colocar nenhum país do seu lado.

Destaco estes três a serem lidos e retidos com atenção:



A grande falácia grega (outras menores e uma sugestão) - Curiosamente ou talvez não, este artigo da Eva Gaspar, no Jornal de Negócios de sexta-feira, (já) não está on-line aqui ou aqui. (felizmente tinha-o copiado a tempo) Porque será? Por alguma azia que terá provocado à nossa esquerda e ao gregos Costa e Louçã?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

As taxas e taxinhas de António Costa, vão custar aos bolsos do lisboetas mais 70 milhões de euros em 2015


Sérgio Azevedo, líder do grupo do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, explica no SOL a forma que António Costa encontrou para sacar aos lisboetas 70 milhões de euros em novas taxas e taxinhas e em brutais aumentos, ao mesmo tempo que prescinde de 1,8 milhões de euros de receita camarária, ao pretender perdoar ao Benfica o pagamento de taxas urbanísticas 

As novas ‘taxas’, que mais não são do que impostos encapotados, terão única e exclusivamente um propósito.

Esse propósito é financiar a autarquia lisboeta, cuja sustentabilidade económico-financeira a médio prazo é altamente frágil e comporta sérios riscos.

O orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2015 é um esquema ardiloso de novas formas de financiamento de uma despesa estrutural ainda muito elevada e de expectativas vãs que nem no melhor dos tempos se chegarão a cumprir.

A ler na integra aqui

E quer esta gente ser governo XVII



Depois de tudo pelo que o país teve que passar, devido aos desvarios e teimosias do 44, que nos deixou em herança um Portugal quase na bancarrota, este resultado deveria merecer a congratulação e os aplausos de todos. Mas não, o PS continua a lidar mal com o sucesso de Portugal e dos portugueses. É o dizer mal, apenas por dizer!

Esquece-se Ferro Rodrigues, que com o PS no governo, ao fim de 6 anos o resultado foi uma Troika. Com o PSD em apenas 3 anos regressámos ao crescimento. Pequeno sem dúvida, mas incomparavelmente melhor do que continuarmos de mão estendida a negociar e a pedir ajuda aos nossos parceiros internacionais, como outros, que parecem ser para os socialistas o exemplo a seguir. Triste exemplo, diga-se.

Se não estivéssemos hoje, como infelizmente ainda vamos estar ainda muitos anos, a pagar essa ajuda e as loucuras das SCOUTS e PPP's Socráticas, imagine-se qual poderia ser hoje o crescimento de Portugal.

É caso para dizer, Por qué no te callas, Ferro Rodrigues.

E quer esta gente ser governo!

Adenda:
Outubro de 2013: PS teme que Orçamento provoque recessão em 2014
Hoje: PS perplexo com elogios do Governo a "resultados medíocres"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

À custa dos lisboetas, António Costa prescinde de 1,8 milhões de euros de receita camarária

À boa maneira socialista, António Costa gere a Câmara de Lisboa à custa do dinheiro dos lisboetas.

A maioria socialista na CML aprovou, esta semana, a isenção de taxas urbanísticas ao Benfica quer por construções já existentes há muito (e que apenas agora foram licenciadas…), quer por novas construções.

Esta isenção, que mais não é que um perdão fiscal, foi aprovada com os votos contra de toda a oposição - PSD, CDS-PP e PCP - e da vereadora Paula Marques do movimento Cidadãos por Lisboa (eleita nas listas do PS). O vereador João Afonso (do mesmo movimento) absteve-se.


Se a isenção de taxas poderia ser ponderada relativamente a áreas afectas estritamente a equipamentos desportivos, tal não é tolerável quando aplicado a áreas onde se desenvolverão actividades de cariz comercial.

No presente momento, os lisboetas e os portugueses não compreendem que se isente o pagamento de taxas para atividades que não são de interesse público e que não têm a ver com a vocação da instituição, ainda para mais depois dos sacrifícios sentidos pelos portugueses e com uma Câmara que aumentou brutalmente as taxas em Lisboa, criando ainda novas taxas. É intolerável esta decisão que se traduz na dispensa de receita no valor de cerca de 1,8 milhões de euros. Seja para o Benfica ou para outra instituição".

Esta é atitude de alguém que constantemente afirma que quer governar o país como tem governado a Câmara de Lisboa, onde continua a imperar o despesismo, a falta de transparência e os favores pessoais.

Foi precisamente com este forrobodó e despesismo que Sócrates quase colocou Portugal na bancarrota, obrigando a que o país pedisse ajuda externa e que a Grécia está na situação que todos conhecemos.

Espera-se agora que o bom senso impere, e que na Assembleia Municipal, onde o PS não tem maioria, esta proposta de António Costa seja chumbada.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Je ne suis pas grec

O PS e António Costa continua a não saber lidar bem com o sucesso do país e dos portugueses.  Afirmar que a possibilidade de antecipar o pagamento do empréstimo ao FMI e com isso poupar em juros 130 milhões de euro por ano, que se poderá vir a transformar numa redução de impostos, mais não é que uma renegociação da dívida, para imediatamente a seguir vir afirmar que afinal é normal, é mentir aos portugueses.

Basta olhar para o que está a acontecer na Grécia e para a subida vertiginosa dos juros, que já chegaram a os 20%, e para a taxa de juro que ainda ontem Portugal conseguiu de 2,5%, valor que até ontem nunca tinha conseguido, para se ver que não estamos a falar da mesma coisa.

Esta atitude da esquerda de tudo criticar, mesmo aquilo que é evidentemente bom para o país, só porque é fruto do esforço e determinação do governo, e quando todos sabem qual foi a causa e os culpados, para termos sido obrigados a pedir ajuda internacional, já não convence ninguém.
Mas depois destas infelizes afirmações de António Costa, e depois do já famoso (pelos piores motivos) manifesto dos 70, desta vez já só conseguiram reunir 31 (nem metade) para escreverem uma carta ao Primeiro Ministro, para que este assuma uma posição de "responsabilidade numa Europa em que tanto tem faltado o esforço comum para encontrar soluções para uma crise tão ameaçadora" e acrescento eu, que tantos sacrifícios tem exigido aos Portugueses, mas que mesmo assim não deixaram de ser solidários, nomeadamente para com a Grécia. Enfim pedem, que o nosso Primeiro Ministro defenda os interesses de Portugal e dos portugueses, mas também da Europa.


O que não entendo é como é que declarações, que mais não são que a constatação da mais puras das verdades, mas que se calhar muitos portugueses desconheciam, deixaram a nossa esquerda tão nervosa, a gritar e barafustar de uma forma que mais parecem ser de quem está mais interessado em defender os interesses dos outros e de uma esquerda radical, que em defender Portugal.

Mas destas declarações sem nexo da nossa esquerda, com triste destaque para as do Presidente do PS, fica a certeza de que se dão mal com verdade e que prefeririam que não se soubesse que também nós emprestámos dinheiro à Grécia e que se a Grécia não cumprir com o que se comprometeu, com a comunidade internacional e em particular com a Europa, será também dos bolsos dos portugueses que sairá o dinheiro para pagar mais um incumprimento grego. E se tal acontecer será a segunda vez. Parece-me que já chega!

Portugal terá que ficar do lado da Europa, continuando a cumprir com os seus compromissos, como até agora tem feito, para não cair no erro de ficar isolado na Europa, como parece ser o que mais tarde ou mais cedo acontecerá à Grécia, se continuar a insistir na estratégia que hoje levou a Bruxelas. Contrariamente ao que a esquerda vinha apregoando, parece que a Grécia não conseguiu convencer nenhum dos outros parceiros europeus, levando-a a mudar ao que parece de estratégia, o que só por si é positivo, apontando assim, ao que tudo indica, para um acordo para breve. 

É caso para se dizer - Non, je ne suis pas grec! Eu sou português e europeu, numa Europa em que como todos, incluindo os gregos, desejo que a Grécia continue a fazer parte.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dívida pública para totós


Uma explicação que só peca por tardia, depois da intoxicação que os partidos da oposição teimam em continuar a fazer, acusando o governo de ser o culpado do aumento da dívida, mas sem explicarem, principalmente o Partido Socialista, primeiro, quem foi o causador do brutal aumento da dívida em 46,8 pontos percentuais em apenas 6 anos (2005 a 2011) e depois o esforço que o actual governo fez, para de uma forma transparente tirar "debaixo do tapete" a divida que o PS e José Sócrates foram escondendo nas empresas públicas, não contando dessa forma para o cálculo da dívida total.



Aliás a transparência nunca foi, não é, e pelo que se pode adivinhar, nunca será, um dos pilares da actuação socialista, de que António Costa, como bom discípulo de José Sócrates é actualmente o exemplo máximo, pelas piores razões.

Um artigo a ler, aqui, com atenção!

Sobre esta questão o post "A falácia do aumento da dívida pública" de Carlos Guimarães Pinto, no Insurgente, merece igualmente a atenção.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A transparência de António Costa

É importante que os Lisboetas saibam quem realmente dirige a sua Câmara e principalmente como a dirige. Em total obscuridade, sem estudos que validem as suas opções, contra a opinião dos técnicos, sem responder à oposição e mais preocupado com a sua campanha a primeiro ministro, António Costa vai fazendo de Lisboa um laboratório de experiencias, com claros prejuízos para a cidade, os Lisboetas e todos aqueles que no dia a dia têm que andar por Lisboa.

Em apenas 2 parágrafos, Sérgio Azevedo*, resume bem o estilo de governação de António Costa, o tal que afirma que quer vir a governar o país como governa Lisboa. Por outras palavras, um governo em modo "quero, posso e mando":



Mesmo quando o director municipal de mobilidade afirmou que a CML corria sérios riscos ao assumir essa gestão. Aliás em Lisboa, não há um único partido da oposição que possa, com rigor, afirmar que a CML responde sempre e atempadamente aos seus pedidos de informação. Nenhum! O mesmo se passa com a recente decisão de proibição de circulação automóvel. O director municipal volta a afirmar que não há estudos. A câmara, e outras entidades (sobretudo as que os fizeram), dizem que há. Mas mais uma vez ninguém os conhece. Mesmo quando sabemos que o acto da CML é um acto inválido pois a competência é da Assembleia Municipal, tal como foi com a implementação da ZER 1 e 2. Há um grave problema de transparência na CML. E se não há, parece. E nisto é como diz o outro "não basta ser é preciso parecer"In I On-line 9-2-2015

*Deputado e líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa