quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pela defesa da Calçada Portuguesa

In Mar da Palha
Excelente texto em defesa da calçada portuguesa, publicado na página do Facebook - Mar da Palha, que merece uma cuidada leitura e a divulgação por todos os que consideram a proposta de substituição da calçada portuguesa, por outros tipos de pisos, que a Câmara Municipal de Lisboa, de maioria socialista, quer levar a efeito na maioria da cidade e que ao contrário do que a própria CML afirma, no plano de acessibilidade pedonal, atinge desde já as principais zonas históricas e turísticas da cidade. Um atentado à história, à tradição e à cultura da nossa Lisboa, que deve merecer a nossa repulsa e o nossa resistência.

"Todos os dias mostramos o melhor de Lisboa e não nos envolvemos em disputas políticas ou públicas. Desta vez, abrimos uma exceção.

O ataque que a calçada portuguesa tem vindo a sofrer e o que se anuncia deve mobilizar-nos a todos. A calçada portuguesa é um elemento tradicional e distintivo da cidade, que faz parte da sua identidade e ajuda a diferenciá-la, num mundo globalizado e cada vez mais uniformizado.

A calçada portuguesa é também ela responsável pela luminosidade da cidade, pelo embelezamento e dignificação do espaço público (muitas vez o único elemento em determinadas zonas modernas ou suburbanas). Acresce que torna as ruas mais frescas, o que não acontece com materiais como cimento ou alcatrão que absorvem o calor e, ao contrário destes, não impermeabiliza o solo, contribuindo para o melhor escoamento das águas. 

Os problemas normalmente associados à calçada – pedras soltas, piso escorregadio, quedas ou danos no calçado – não são uma característica do piso em si, mas da sua falta de manutenção e de tratamento. O facto de os veículos, pesados e ligeiros, estacionarem selvaticamente em cima dos passeios, o facto de as empresas que intervêm, continuamente e sem coordenação, em cabos e condutas no subsolo, sem reporem o piso ou reporem mas sem pessoal habilitado ou supervisionado, o facto de não serem formados calceteiros (perden-se o conhecimento e morrendo a profissão, colocando piso que se desfaz em semanas, o facto de não existir monitorização e substituição constante por parte de funcionários camarários, levam a que a calçada se deteriore com bastante facilidade, causando os problemas referidos.

Em muitos locais mais inclinados, nas colinas, a Câmara de Lisboa encontrou soluções para evitar quedas, como a inclusão de pedra basáltica rugosa ou escadas no passeio, bem como corrimões, com bons resultados (Chiado, Rua da Vitória, Calçada do Combro).
Quer agora a mesma autarquia limitar a calçada apenas zonas histórias e substituir nas restantes zonas. A grande dúvida será o que se entende por zona histórica e o que custará aos dinheiros públicos substituir nas restantes zonas. 

Na verdade, temos vindo a constatar a colocação de outros tipos de pisos mesmo em zonas histórias (Adamastor, Terreiro do Paço, Areeiro). Será que, além da (crescente e esmagadora) demolição de edifícios históricos que temos vindo a assistir, tanto em zonas históricas como nas zonas mais recentes da cidade (também zonas do sec XX são históricas), bem como a substituição de candeeiros e mobiliário urbano de valor mesmo em zonas antigas (ribeira das naus, adamastor, terreiro do paço) vamos também aceitar que, por vezes, o único elemento de dignificação do espaço público – a calçada – seja também substituída por cimento ou asfalto, através de critérios que apenas oferecem dúvidas?

O que justifica que zonas mais recentes da cidade não possam ter o seu espaço público com calçada? Alguém imagina o Parque das Nações sem os imensos e magníficos espaços públicos com a calçada portuguesa (que aliás, são Prémio Valmor)? E não serão esses espaços que podem atrair turistas a outras zonas da cidade que não não has habituais e mais antigas? 

Sejamos claros, Lisboa é um sucesso cada vez mais mundial porque é uma cidade diferente, com características diferentes. Vamos eliminar um dos poucos elementos distintivos e diferenciadores que nos posiciona no mundo?

É nosso dever defender o património que outras gerações nos legaram, pois somos apenas fiéis depositários e devemos transmiti-lo para o futuro. É nosso dever defender a cidade de Lisboa e contribuir para o seu sucesso no mundo, beneficiando-nos a todos."

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Calçada à portuguesa abre 'guerra'

In Sol 26-11-2013
Este é um tema que ultrapassa as fronteiras politicas e une à volta da defesa de uma técnica que é genuinamente nossa, parte intrínseca de Lisboa, que faz parte do nosso ADN, como é moda ouvir-se, gente de vários quadrantes políticos, como o Arq. Gonçalo Ribeiro Teles ou o actual Vereador do PCP, Carlos Moura.

O Forum cidadania LX, lançou a petição on-line "Pela Manutenção da Calçada Portuguesa na Cidade de Lisboa!", que conta já com mais de 1300 assinaturas.

Parece que só o Senhor Presidente da Câmara, que se esconde atrás de um Plano de Acessibilidade Pedonal desenhado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) (...) Cujo projecto – que esteve em discussão pública até 31 de Outubro – levantou uma onda de indignação nas redes sociais, parece não quer ver aquilo que é uma evidência - a recusa da cidade em perder aquele que é o seu símbolo mais característico e reconhecido internacionalmente e que a mobilidade pedonal de Lisboa, não se resolve acabando com a calçada portuguesa e a sua substituição por pedra de lioz ou blocos de betão, como já se começa a ver, nomeadamente na Rua da Vitória, Rua Conde Sabugosa (Av Roma) ou Av 5 de Outubro.




Ler aqui o artigo do Sol na integra.

domingo, 24 de novembro de 2013

Estão os autarcas preparados para ocuparem os lugares para que foram eleitos?

O desconhecimento da Lei e a impreparação para o desempenho do cargo para o qual foram eleitos a 29 de Setembro, de alguns dos eleitos da Freguesia das Avenidas Novas, foi por demais evidente, na Assembleia de Freguesia que se realizou na passada quarta-feira.

Mas não menos notado foi a forma tendenciosa, talvez até demagógica, com que alguns dos eleitos intervieram, colocando os seus interesses ideológicos e mesmo partidários acima do interesse da Freguesia, contrastando felizmente com outros, que mostraram estar bem preparados, serem conhecedores da Lei e terem uma visão, que vai muito para lá dos seus princípios programáticos, com base nos quais se candidataram. Exemplo disso mesmo foi o BE, que chegou a referir com alguma graça estar de acordo com uma posição assumida pelo CDS. Aliás a postura desta eleita, que tenho o prazer de já a conhecer anteriormente, não me espanta, pois independentemente de discordar das suas posições politicas de principio, mostra sempre estar preparada sobre os temas em que intervem.

Não pensem portanto já alguns elementos da oposição, principalmente do PS, que me estou a referir a alguém em particular, a algum partido, ou até à proposta da Junta de Freguesia, que foi, democraticamente, chumbada pela Assembleia de Freguesia.

Não. Refiro-me naturalmente aos que intervieram activamente nos trabalhos e que usando argumentos falaciosos e não verdadeiros, ou pelo seu silêncio, tentaram por exemplo impedir o uso da palavra pelo público, direito legalmente consagrado no artigo 49º do Regime Jurídico das Autarquias Locais (independentemente de se estar perante uma reunião extraordinária ou ordinária), com o argumento, primeiro de que aquela era uma sessão extraordinária e depois de que tal período não constava da Ordem de Trabalhos.

A este propósito e sem precisar de mais exemplos, chamo a vossa atenção, para a Ordem de Trabalhos, da próxima reunião Pública da CML, a realizar quarta-feira, e onde não constando nenhum ponto na Ordem de Trabalhos especifico para a intervenção do público, este vai poder intervir, usando da palavra, como previsto na Lei e como desde sempre aconteceu, às 18.30h. Será que os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista se vão também opor à participação do público, com o mesmo argumento que utilizaram nas Avenidas Novas?

É lamentável a intenção daqueles, que eleitos pelo povo, na primeira oportunidade que este tem de intervir na Assembleia de Freguesia das Avenidas Novas, lhe tentem impedir o uso de um direito legalmente consagrado, fazendo lembrar os velhos tempos da censura, que esses mesmos eleitos tanto dizem ter combatido. Independentemente da hora, das posições que possam quer transmitir à Junta de Freguesia ou à Assembleia, nunca se deve, mesmo com base na Lei, impedir o público, que honrou a Assembleia de Freguesia com a sua presença e que foi quem democraticamente contribuiu para a eleição daqueles que agora os representam, de intervir em qualquer reunião ou sessão da Assembleia, desde que o faça de forma ordeira e sobre assuntos da Freguesia.

Espero que a defesa do direito de intervenção do público, que foi feita pelo PSD e pelo CDS, se mantenha sempre, mesmo quando essas intervenções sejam contrárias às posições por si defendidas. 

Outro posição incompreensível e que só se pode justificar pelo desconhecimento da Lei e da realidade politica, foi a assumida pela eleita do PCP, que a propósito de uma proposta apresentada pelo PSD e CDS, para a constituição de uma comissão eventual para a elaboração do Regimento da Assembleia de Freguesia (aprovada por unanimidade), se insurgiu por a proposta referir precisamente o eleito como sendo do PCP e não da CDU.

Ora é bom não esquecer que, "as coligações para fins eleitorais não constituem individualidade distinta dos partidos e deixam imediatamente de existir logo que for tornado público o resultado definitivo das eleições..." nos termos da LEOAL ou da LEAR. Se bem que a CDU não é apenas uma coligação com fins eleitorais, mantendo por isso a sua existência após as eleições (acordão 403/87 do TC), é também verdade que quer na Assembleia da República, quer na Câmara Municipal ou mesmo na Assembleia Municipal, orgãos aos quais o PCP concorreu integrado na CDU, não existe nenhum grupo parlamentar da CDU, ou gabinete dos vereadores da CDU ou dos membros da Assembleia Municipal da CDU.

Aquilo que existe é um grupo parlamentar do PCP e outro dos Verdes, na AR, um gabinete dos vereadores do PCP, na CML, e um gabinete dos eleitos do PCP e outro dos Verdes na Assembleia Municipal de Lisboa.

Esta dualidade de critérios que a eleita do PCP na Assembleia de Freguesia das Avenidas Novas, defendeu, de que nuns orgãos os eleitos pela CDU são formalmente representados pelo PCP e noutros pela CDU, não pode ser admissível. Será que se a CDU tivesse eleito dois autarcas nas Avenidas Novas, um do PCP e outro dos Verdes, a posição seria a mesma? Se calhar já queria a separação por partidos, pois no caso concreto em apreço, teria direito, por exemplo, a dois representantes na comissão de revisão do regimento.

Haja portanto coerência. Se na Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa, os eleitos pela CDU, representam o PCP (e os Verdes), então o mesmo deverá acontecer na Assembleia de Freguesia das Avenidas Novas, onde a autarca Isabel Varão representará o PCP.

Freddie Mercury

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Há 22 anos, neste dia 24 de Novembro, morria uma das maiores vozes do Século XX

sábado, 23 de novembro de 2013

Um dia a casa vem abaixo

Desde sempre, talvez há 30 anos ou mais, que conheci o nº 160 da Rua da Beneficência e o nº 22 da Rua Cristóvão de Figueiredo, abandonados e em ruína, em permanente perigo de alguma parte cair na via pública. Apesar das grades da Polícia Municipal que pretendiam impedir a passagem de peões, mas que eram permanente encostadas à parede, e da sinalização, muitos peões teimavam em passar naquele passeio e muitos automobilistas continuavam a estacionar. Felizmente que nunca aconteceu nenhum acidente, mas o perigo aumentava de ano para ano.

Ao longo dos anos foram muitas as historias que se ouviram sobre o porquê de estes dois imoveis estarem abandonados. Desde desentendimentos entre possíveis herdeiros a estarem arrolados num processo judicial, de tudo se ouvia um pouco.

Afinal a razão é apenas a da falta de entendimento entre o proprietário dos terrenos, que ali pretende construir um prédio, com uma altura que a CML considera excessiva, não aprovando os diversos projectos que entretanto terão sido apresentados.

Felizmente que o bom senso entre a Câmara Municipal de Lisboa e o proprietário prevaleceu e esta semana os prédios foram demolidos, evitando-se assim uma possível tragédia. A Câmara parece ter isentado de taxas a demolição, que ficou a cargo do proprietário.

Vamos agora aguardar para sabermos quantos mais anos durará o braço de ferro entre Câmara e proprietário, para conhecermos o prédio que ali nascerá.

Lixo no Bairro Santos

Este é o estado de imundice a que a Câmara Municipal de Lisboa continua a votar o Bairro Santos. A Rua Alfredo Roque Gameiro apresenta uma falta de limpeza permanente, além de , em alguns locais, um cheiro nauseabundo. 

É urgente que as novas competências atribuídas às Juntas de Freguesia de Lisboa, comecem, gradualmente, a passar da Câmara para as Juntas de Freguesia, para que este estado de desleixo e falta de fiscalização termine, e o Bairro Santos comece a ser tratado como merece.

Reinauguração das instalações da Refood em Nº Srª de Fátima

No passado sábado estive no Magusto promovido pelo Núcleo da Refood de Nossa Senhora Senhora de Fátima, que serviu ao mesmo tempo para marcar a reinauguração das suas instalações, após algumas obras de beneficiação.

Na ocasião tive a oportunidade de mais uma vez dar os parabéns ao Hunter Halder, por este seu projecto, que teve o seu inicio precisamente em Nossa Senhora de Fátima e que hoje se estende já a outras zonas da cidade - São Sebastião da Pedreira, Lumiar, Telheiras, Alvalade, Estrela, Parque das Nações, Carnide, Belém, envolvendo já cerca de 1000 voluntários. Só este núcleo conta com 250 voluntários, que ajudam diariamente cerca de 350 pessoas (110 famílias).

Esta foi uma tarde, que apesar do frio que já se começava a sentir, reuniu algumas centenas de pessoas, que não quiseram deixar de dar o seu apoio solidário a este projecto, que contou também com a presença da TVI.

Nos presentes destaque para o Sr. Cónego Luis Alberto (Pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que cede as instalações onde funciona este núcleo da Reffood), e para os autarcas da Freguesia das Avenidas Novas.

Paulo Lopes, Isabel Simas, José Marinho, José Caeiro, Margarida Marinho, Cónego Luis Alberto e Daniel Gonçalves (Presidente da Junta de Freguesia das Avenidas Novas)

Cumprindo a promessa eleitoral de dar às causas sociais o seu total apoio e prioridade no mandato que agora iniciam, os autarcas das Avenidas Novas eleitos na lista do PSD/CDS/MPT, Daniel Gonçalves (Presidente da Junta de Freguesia), Pedro Ribeiro (Tesoureiro), José Pedro Athayde (Secretário) e Isabel Simas, bem como os membros da Assembleia de Freguesia, Luisa Chaves (Voluntária da Refood), José Marinho e Cristina Martins, aos quais eu próprio e o José Caeiro nos juntamos,  não quisemos deixar de marcar presença, dando desta forma um claro sinal que as causas sociais serão a primeira prioridade da gestão da actual Junta de Freguesia das Avenidas Novas.


Luisa Chaves, Hunter Halder, João Pedro Gonçalves Pereira (Presidente da C. P. Concelhia de Lisboa do CDS e José Pedro Athayde

Outras fotos aqui

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Polícia, manifestações e o cumprimento da Lei

Quando a polícia não respeita a Lei nem a faz respeitar, que respeito esperam ter, desde ontem, por parte da população?

Abriu-se um precedente grave, em que a primeira vitima foi o Director Nacional da PSP e em que muito provavelmente os principais prejudicados serão os próprios agentes da autoridade oriundos das diversas polícias.

Grave são também as declarações de dirigentes dos diversos sindicatos presentes na manifestação, em que ao mesmo tempo que descartaram qualquer responsabilidade nos acontecimentos, como quem "sacode a água do capote", afirmaram compreender a atitude de quem invadiu as escadarias. Como dirigentes sindicais, de forças a quem cabe manter a ordem pública e o cumprimento da Lei, tinham que ter condenado firmemente a atitude daqueles que incitaram ao derrube das barreiras e à invasão das escadarias.

O regresso dos Marretas

Os Marretas reuniram-se mais uma vez ontem à noite na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa e ninguém melhor que Pacheco Pereira, um dos oradores da noite, para definir o que lá se passou e ao que vêm:


Ideias não têm, apenas o dizer mal por dizer. Apenas o deitar abaixo porque sim. E o que não deixa de ser curioso, é que além da ausência dos principais dirigentes políticos de esquerda, do PS ao BE, foi o facto de a intervenção que maior destaque e ovação despertou, foi a do Marreta Pacheco, que já disse mal de tudo e de todos, que não sabe onde anda e muito menos para onde vai.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Pepsi nunca mais!

Eu sou daqueles que preferi sempre a Coca-Cola à Pepsi. Mas nunca tive nada contra esta última e várias vezes a bebi. Até ontem. Depois desta campanha inqualificável, que visou não só o Cristiano Ronaldo, mas toda uma nação, Pepsi nunca mais!

As desculpas agora apresentadas pela Pepsi, vêm tarde. Não é admissível que uma multinacional, que se encontra instalada no nosso país há vários anos, apele desta forma à violência, contra um símbolo e uma referência de Portugal no mundo.

A resposta dos sempre atentos criativos portugueses não se fez esperar:
Parabéns para aqueles que com um sorriso e elevação souberam, na hora, responder à Pepsi e à sua infame campanha.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ainda os 4,5% de Rui Machete

Pseudo-intelectuais de esquerda, sindicalistas, jornalistas e profissionais do quanto pior melhor, a começar pelo To Zé (in)Seguro, blasfemaram cobras e lagartos, contra as declarações do Ministro Rui Machete, quando este afirmou que teríamos que chegar a uma taxa de juro 4,5%, se queremos evitar um 2º resgate.

Mais recentemente rejubilaram por a Irlanda ter decidido sair do programa ajustamento pelo seu próprio pé, dispensando qualquer tipo de programa cautelar, seja lá o que isso for ou o que se chame e porque, segundo eles, Portugal vai de certeza continuar a precisar de ser apoiado.

Curiosamente esses mesmos profetas da desgraça, esqueceram-se de referir, que a Irlanda chegou ao fim do seu programa de ajustamento, com uma taxa de juro a 10 anos no mercado secundário de 3,6%.

Aconselho a este propósito a leitura do post "Juro da dívida pública irlandesa a 7 meses do termo do Programa, como era?", publicado no blog 4R - Quarta República a 20 de Novembro.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Troque um litro de leite por meia dúzia de castanhas Magusto REFOOD N. Sra. Fátima - 16 Nov. 16 horas

O núcleo da Re-food de Nossa Senhora de Fátima serve mais de 300 refeições por dia, tem quase 100 parceiros, entre restaurantes, cafés e supermercados, e 250 voluntários, vai promover um magusto solidário no sábado, pelas 16.00h, junto às suas instalações na Av. Poeta Mistral (traseiras da igreja de Fátima).

Com o slogan “Troque um litro de leite por meia dúzia de castanhas”, o projeto Re-food pede às pessoas que queiram participar no magusto para levarem leite ou outros alimentos. 

“Temos muita comida confecionada, que nos é dada pelos restaurantes, mas não temos produtos como leite, iogurtes ou papas. Como ajudamos muitas famílias com crianças, também precisamos de os ter”, disse à agência Lusa Francisca Vermelho, voluntária no Re-food. 

O mote para este magusto é a inauguração das novas instalações do Re-food Nossa Senhora de Fátima, que precisava de ser renovado, “não só para garantir as condições adequadas a este tipo de serviço, mas também permitir preparar mais refeições, já que recebe diariamente pedidos de novos beneficiários”.

Um projecto que merece ser apoiado por todos.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Calçada portuguesa, o princípio do fim?

Por Paulo Ferrero* In Público 12-11-2013
A notícia que dá conta da intenção oficial da CML, plasmada na "janela de oportunidade" Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa (em consulta pública), em substituir, paulatinamente mas em força, a quase totalidade da calçada portuguesa de Lisboa salvo na zona histórica, por novos pavimentos ditos menos perigosos e, supomos, mais fáceis e baratos de colocar e manter, não é nova, apenas recorrente, mas desta vez é a sério, parece.
Desde logo, há duas questões básicas por esclarecer: uma, semântica, sobre o que se entende por "zona histórica" (o novel PDM consagra quase toda a Lisboa como histórica, certo?), outra, de igualdade de género, como agora se diz: a calçada portuguesa passa a ser apenas para turista ver? Só ao turista é "permitido" cair e estatelar-se?
É que ao avançar com esse condicionamento no tratamento do espaço público, a CML passa a ter duas realidades, duas cidades: a do natural e a do turista - afinal de contas, já se passa o mesmo na portagem ao Castelo, dirão os mais sarcásticos, pelo que por aí também nada de novo...
Há também um punhado de esclarecimentos que tardam a vir da CML (quererá mesmo fazê-lo?), e que responda às perguntas, também básicas, infelizmente recorrentes: a escola de calceteiros da CML forma quantos calceteiros por ano? Depois de formados, vão trabalhar com quem? Quem costuma colocar a calçada? É calçada aquilo que é colocado na generalidade do espaço público ou outra coisa qualquer a que se chama calçada? Não é verdade que existem vários tipos de vidrado? Por que razão não é sempre aplicado o melhor vidrado? Qual o ordenado-base de um calceteiro da CML e que incentivos extra há em termos de carreira e outros? Por que não é dignificada esta profissão? Quanto é que custa e quanto demora em média a boa colocação/reparação de 1m2 de calçada portuguesa vs bloco de lioz, por ex.? Quando é que a CML acaba com o estacionamento automóvel em cima dos passeios? Quando é que a CML regulamenta convenientemente as obras avulsas que abrem e fecham o subsolo? Por que não dispõe a CML de brigadas de calceteiros de fiscalização diária aos arruamentos da cidade, de modo a poder corrigir o mau calcetamento no devido tempo? Não é sadio e custa a aceitar que a CML decida unilateralmente (a calçada nem sequer foi minimamente abordada durante a campanha (?) eleitoral recente), mesmo que pela melhor das intenções (maior segurança e conforto aos peões mais velhos, deficientes motores, senhoras de saltos altos ou, simplesmente, aos distraídos), abrir guerra à calçada portuguesa e condicionar Lisboa a duas velocidades: a "moderna", pseudo-asséptica e antiderrapante, e a retrógrada, histórica, para postalinho de ocasião (os belos tapetes de calçada artística de Belém ou da Baixa, etc.) só que a CML já se contradisse ao repavimentar com lioz o miradouro de Santa Catarina e a Rua da Vitória...
Pior, parece haver também duas CML: a que pugna pela boa manutenção da calçada portuguesa e que procura soluções para a dignificar e manter como ex-líbris da cidade a par do azulejo, do fado, dos eléctricos e dos Santos Populares (veja-se a excelente intervenção recente nos passeios íngremes e estreitos das calçadas do Sacramento e do Combro, em que se misturaram dois tipos de pedra, diminuindo drasticamente o risco de escorregadela e o polimento rápido) e a que não vê forma de colocar senão lioz, tantas vezes mal cortado e fica logo sujo, feio e também esburacado e tão escorregadio como a melhor das calçadas - dirão que é mais barato, não precisa de mestres-calceteiros, é de rápida colocação e substituição, e implicará um maior negócio do que um simples cubo de calçada, talvez.
Seja como for, a CML parece esquecer-se de um facto insofismável: a calçada portuguesa é parte intrínseca de Lisboa, faz parte do nosso ADN, como é moda ouvir-se. E é uma vantagem comparativa e competitiva (idem) para a nossa capital, inclusive, chega a ser o elemento distintivo e valorizador de um espaço público (e urbano) feito, regra geral, de pouca valia estética e fraca luminosidade.
Daí este alerta a quem de direito: para que não deixe escapar este trunfo para terras distantes do Brasil, por ex., onde a calçada parece estar já a ser mais acarinhada do que aqui... E para que não ceda ao facilitismo e a supostos ganhos de poupança no curto prazo, pois tal será, creio, um tremendo erro estratégico e que custará caro no longo prazo. Haja CML!
*Fundador do Fórum Cidadania Lx

Guião para a reforma do estado

O Governo apresentou, dia 30 de Outubro  um guião com orientações para a reforma do Estado.

O documento do Governo é uma proposta aberta. 
Porque o futuro do Estado interessa a todos. 
Porque várias das reformas aqui elencadas excedem o tempo desta legislatura. 
Porque a recuperação da soberania de Portugal nos deve permitir a escolha de políticas públicas eficientes e sustentáveis. 
Porque o objectivo de equilíbrio orçamental inscrito no Tratado Europeu contém objectivos de médio e longo prazo. 
Porque a procura de soluções para um Estado melhor não é um exclusivo de qualquer corrente de opinião.

E porque para se poder criticar é preciso conhecer o que o Governo propõe, aqui fica o Guião com as orientações para a Reforma do Estado.

Não há reformas de um Estado multisecular que comecem ou terminem com um documento. Mas estas orientações permitem a possibilidade de abrir um debate racional, participado e necessário que permita melhorar políticas públicas, transversais e sectoriais, de modo a realizar o bem comum. Por isso, esta é uma proposta aberta, dirigida aos partidos políticos e aos parceiros sociais, com a disponibilidade necessária para ouvir, debater, alterar, em nome do interesse nacional que é de todos.

sábado, 9 de novembro de 2013

Mais uma mijadinha das esquerdas?

In Público 9-11-2013


Quando tudo indica que o País está a entrar numa recuperação, que os esforços pedidos aos portugueses começam a produzir efeitos e que o fim do programa assistência financeira é cada vez mais uma realidade, Mário Soares tenta novamente provocar a destabilização politica, que é tudo aquilo que o país não precisa. A Mário Soares o sucesso deste governo e do país são incomodos.

A este propósito e da necessidade de Mário Soares marcar o seu terreno e manter o protagonismo folclórico a que já nos habitou, relembro o que disse Daniel Oliveira, que de uma forma sintética, mas muito objectiva, definiu aquilo que se passou em Maio na Aula Magna, no então primeiro "congresso" das esquerdas:

Bem como a crónica de José António Lima, que na mesma altura relembrava os vários pseudo candidatos a candidatos presidenciais, que Mário Soares tanto gosta de lançar. Será que neste "congresso" vai lançar mais alguém, ou Sampaio da Nóvoa mantem-se na corrida?


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Máquina revolucionária que permite transplantar árvores sem as danificar

Máquina que permite mudar uma árvore de um local para outro sem a danificar.
À atenção da Câmara Municipal de Lisboa.
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É urgente preservar a calçada portuguesa



Por causa de umas senhoras que não gostam da calçada portuguesa, porque ficam com os tacões presos nos passeios, dos idosos, que toda a vida viveram e calcorrearam a calçada portuguesa, mas aos quais parece que só agora é que traz problemas e essencialmente por causa do estacionamento indevido em cima dos passeios, que esse sim danifica profundamente a calçada portuguesa, vai-se acabar uma das principais características de Lisboa, em vez de se se encontrarem soluções que preservem e promovam esta arte.

O que é que se entende por zonas históricas? É que em algumas zonas da cidade, que para o comum dos mortais são históricas, como a Rua da Vitória ou o miradouro de Santa Catarina, parece que o ataque à calçada portuguesa já começou. E ou eu não conheço Lisboa ou será que o Sacramento não é zona histórica?

Não seria  de bom senso, começar por identificar o que se entende por zonas históricas e o que realmente se pretende com esta ideia, antes de começarem a destruir um património único? Alguém se lembra de como era a calçada portuguesa, que rodeava a placa central do Terreiro do Paço e que foi substituída por pedra (mármore?) lisa? Ou será que o Terreiro do Paço não é nem histórico nem turístico?

Mas também há que ter atenção às zonas turísticas,  nomeadamente às zonas da cidade como as Avenidas Novas, onde se localizam alguns dos mais importantes hotéis da cidade.

E as alternativas à calçada portuguesa, não são bem piores e perigosas, nomeadamente em tempo de chuva? 

Esta é uma técnica genuinamente nossa, que tem de ser preservada e melhorada. A solução deve passar por recuperar a verdadeira calçada portuguesa, pois aquilo que se vê actualmente em grande parte da cidade mais não é, como muitos lhe chamam, de amontoados de pedras colocadas por curiosos, que causam a maior parte dos problemas de que muitos se queixam.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Natal por decreto

Depois de há dias ter afirmado que Chávez apareceu sobre a forma de uma imagem e de já antes ter dito que teria aparecido sobre a forma de passarinho, agora Nicolás Maduro, fazendo fé no ditado popular "que o natal é sempre que o homem quiser", anunciou ter assinado um decreto que antecipa o Natal para Novembro, visando a  “felicidade para todo o povo” e "derrotar a amargura" que se vive no país.


Assim se (des)governa um país, distraindo a população de uma inflação que atinge os 50% ao ano, onde falta de tudo desde o leite ao papel higiénico e onde até um Vice-Ministério para a Suprema Felicidade Social do Povo foi criado.

Agora só falta decretar que Hugo Chávez vai ser o próximo Pai Natal.

domingo, 3 de novembro de 2013

Kubrick // One-Point Perspective

Esta montagem mostra a técnica de Kubrick (ou obsessão) com o uso de simetria e perspectiva de um ponto de fuga nos seus filmes.
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Um incrível vídeo elaborado a partir de uma montagem de cenas de filmes de Stanley Kubrick, como 2001: A Space Odyssey, A Clockwork Orange (Laranja mecânica), Full Metal Jacket (Nascido para matar), Barry Lindon, The Shining, Eyes Wide Shut (De olhos bem fechados) e Paths of Glory, da autoria de um desconhecido Kagonada, onde nos é dada a ver a técnica do lendário cineasta “One-Point Perspective Shot“, que se traduz num único ponto de fuga em frente dos olhos do espectador.

Há alguns diretores cujos filmes são instantaneamente reconhecíveis, e Stanley Kubrick é um deles. Uma marca dos filmes de Kubrick é o frequente uso de perspectiva de um ponto, concentrada numa única personagem ou objecto, e que cria uma sensação de estarmos presos dentro da cena, em vez de estarmos apenas a assistir a um filme, de que este curto vídeo é um excelente exemplo.

Kubrick usava esta técnica para criar um efeito dramático, muitas vezes com o ponto de fuga no centro morto do quadro, desorientando o espectador e criando tensão nas suas cenas.