quarta-feira, 25 de abril de 2012

Intervenção do PSD nas comemorações do 25 de Abril

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O Pedro Pinto foi um dos meus Presidentes enquanto militante da JSD. Um grande Presidente, que hoje fez um grande discurso, pelo que disse e pelo que não disse. O único que não ignorou Miguel Portas, que não entrou na "politiquisse", que alguns desejavam para terem o protagonismo que se calhar já não merecem e que acima de tudo porque falou das conquistas de Abril e do futuro de Portugal.

Uma intervenção a ouvir com atenção.

"O Meu 25 de Abril" *

Francisco Sousa Tavares foi um dos intervenientes activos do dia 25 de Abril de 1974. Foi ele um dos primeiros, se não mesmo o primeiro a falar ao povo naquele dia de 74. A sua intervenção no Largo do Carmo, ficará para sempre ligada à história daquele dia, da Liberdade e de Portugal.

As suas palavras no Jornal "A Capital" de 24-04-80, sob o titulo "O meu 25 de Abril", dão-nos a conhecer uma parte importante do que aconteceu naquele dia no Largo do Carmo.

(...) Foi para mim um dia longo e emotivo: às quatro da madrugada, o telefonema dum sobrinho – Bernardo Castelo-Melhor – avisou-me que, de meia em meia hora, o Rádio Clube Português emitia um comunicado do Movimento das Forças Armadas, no qual se falava em liberdade e se apelava à calma e à adesão do povo. Entre cada emissão, ouviam-se canções de José Afonso, de Adriano, de Fanhais, baladas proibidas, todas elas portadoras da esperança da liberdade, do fim da sujeição e do estado ignominioso duma nação privada de direitos.
(...) 
Não pude conter a minha impaciência e fui para a rua; também queria ajudar, contribuir para a revolução, associar-me tanto quanto possível ao movimento em curso, e ajudar a rodear o golpe militar da adesão maciça dum povo que queria de novo ser senhor da sua dignidade e do seu destino.
Nas horas que passei no Terreiro do Paço, compreendi a serenidade do ataque e a inércia da defesa. Acima de tudo, pairava o horror a qualquer combate entre irmãos de armas e o cenário da revolução desdobrava-se em afirmações de vontade, em diálogos sem solução e num exame aturado da capacidade e número das forças alinhadas.
(...)
Mas o grande palco da revolução ia ser o largo do Carmo. Pude ver que o Rossio estava totalmente ocupado por forças fiéis ao Governo, bem como a Rua do Carmo e os largos do Camões e do Chiado. A PIDE dominava a António Maria Cardoso e os acessos do Cais do Sodré e Corpo Santo, mas estava fechada com tal medo que, perante gritos hostis dum grupo de rapazes, ceifou dois, que ficaram a ser as poucas vítimas de sangue do 25 de Abril.
No largo do Carmo, estava a força de Santarém e estava sobretudo Salgueiro Maia. Nas longas horas que com ele ali vivi e confraternizei, pude apreciar a tranquila audácia dum homem que, com duas autometralhadoras e centena e meia de recrutas, estava a destruir cinquenta anos de história, de farroncas de força e de poder, mantendo em respeito uma força profissional e adestrada como era a Guarda Nacional Republicana. Salgueiro Maia estava cercado; pelo Rossio quase até ao alto da Calçada do Carmo, pela Rua da Trindade e Largo da Misericórdia, onde se encontravam entrincheiradas as forças da GNR. No Chiado, até aos largos, os blindados hostis da Cavalaria 7, e julgo recordar que também da Cavalaria 2 e Metralhadoras 1. Mas nem sequer um sentimento de dúvida ou de incerteza pairou na praça. Levada pelo sopro da liberdade, a multidão acorria e o quadro do povo expressava ali a vontade da nação contra qualquer veleidade de repressão sangrenta. Maia, audacioso e sereno, pediu-me que falasse ao povo. Fi-lo por duas vezes, uma através dos microfones dum camião da Rádio e, mais tarde, com um megafone, empoleirado na guarita da sentinela do Carmo – imagem de Épinal** da Revolução em que o povo e a tropa se abraçavam para libertar a Nação. A certa altura falei a Maia do cerco potencial em que se achava envolvido e na evidente necessidade de não prolongar indefinidamente a tomada do Carmo, onde Marcelo e parte do Governo se encontravam, guardando com eles o selo da soberania e do poder. Foi então que pude medir a dimensão extraordinária daquele homem. Respondeu-me na calma: sabe, estes homens que eu trago não sabem atirar e o seu manejo de armas é totalmente incipiente; o que você diz também me preocupa, mas pode-me fazer um favor – ficou de vir ter comigo, aqui ao Carmo, a força revolucionária de Estremoz, de Cavalaria 3, que é importante e já cá devia estar. É comandada pelo capitão Ferreira, está atrasada e tenho receio de que, conhecendo mal Lisboa, não saiba o caminho. Parti imediatamente e tive a sorte de encontrar Cavalaria 3 na Rua Castilho. Tomei lugar no carro de comando com o capitão Ferreira e voltámos para o Carmo o mais depressa possível. No Largo da Misericórdia, depois duma conversa de Ferreira com o capitão ou major que comandava a GNR entrincheirada, levantou-se o cerco para nos deixar passar. E mal chegou Estremoz, Maia sentiu-se em posição de enviar um ultimato de rendição ao quartel e lançar dois tiros de aviso à fachada, perante o entusiasmo incontido da multidão que gritava: Está na hora! Viva a Liberdade!
Meu futuro genro, Francisco Ribeiro Teles, hoje secretário da Embaixada de Portugal na ONU, vinha como miliciano com as tropas de Maia – onde só havia voluntários. Confirmou-me, no telhado dum edifício do Carmo onde o fui ver que era verdade a condição de recrutas com instrução quase nula dos soldados comandados por Salgueiro Maia. E desde aí, guardei uma profunda admiração um enorme respeito e uma séria amizade – que sempre se exprime quando se cruzam as nossas vidas distantes – por esse herói tão esquecido e que foi, sem dúvida, como operacional, o elemento-chave da Revolução de Abril.
Fiquei no Carmo até à rendição do Governo. A partir daí, a euforia da vitória inundou Lisboa (...).
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* Jornal “A Capital” de 24/04/80, Francisco de Sousa Tavares.
** ”Imagem de Épinal” é uma expressão de origem francesa, aplicada a uma imagem, quando esta assume um significado ingénuo, algo que nos mostra apenas o lado bom de um acontecimento. Francisco de Sousa Tavares refere-se às fotografias que lhe tiraram, quando sentado na guarita do quartel do Carmo, falava com um megafone à multidão.

Este texto faz parte de um artigo do Jornal "Público" de 27-04-91, encontrado nas "Crónicas Portuguesas"

terça-feira, 24 de abril de 2012

E depois do adeus

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38 anos anos de pois de ter dado o sinal de partida para a Revolução que nos permite hoje viver em Liberdade, "E depois do adeus", voltará a ser cantada por Paulo de Carvalho, amanhã nas comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República.

domingo, 22 de abril de 2012

A Av. Duque de Ávila é actualmente a melhor ligação entre Campolide e a Alameda Afonso Henriques

"A Avenida Duque de Ávila é actualmente a melhor ligação entre Campolide e a Alameda Afonso Henriques, mas quatro em cada cinco pessoas continuam a virar na Avenida João Crisóstomo" - Fernando Nunes da Silva, Lusa/Sol 20-04-2012

Afinal aquilo que já há muito tempo era uma evidencia para toda a gente, parece agora também o ser para o Sr. Vereador. Só não se percebe é porque é que sendo esta a melhor ligação e portanto a mais rápida, Nunes da Silva insista para que os autocarros não possam aqui circular e sejam obrigados a andar aos "ss", pelas Avenidas Marquês Sá da Bandeira e João Crisóstomo e Rua D. Filipa de Vilhena.

É assim que se quer incentivar o uso de transportes públicos, aumentando inexplicavelmente os percursos e consequentemente o tempo da viagem?

Porque não deixar o tráfego particular circular como nos últimos anos pela Av. João Crisóstomo e reservar a Av. Duque de Ávila principalmente aos transportes públicos e trânsito local, como aliás era antes das obras do metropolitano?

Mais uma questão a colocar aos autarcas de Nossa Senhora de Fátima, amanhã dia 23, na Assembleia de Freguesia.


"A solução não é tirar os carros da cidade, mas sim procurar alternativas para a mobilidade"

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Com a aproximação de mais um aniversário da inauguração do Túnel do Marquês, as vozes críticas que então se ouviram, começam a desaparecer ou a desvanecerem-se, tal é a importância indiscutível do túnel para a cidade de Lisboa.

Em declarações, hoje divulgadas pelo Sol, o Presidente do ACP, Carlos Barbosa afirma que "Foi uma obra importantíssima para Lisboa, que passou a ter um escape para entrada e saída", e que o presidente e o vice-presidente da câmara, António Costa e Manuel Salgado "odeiam carros". No entanto, "a solução não é tirar os carros da cidade, mas sim procurar alternativas para a mobilidade".

Esta afirmação é, não só, válida para o Túnel do Marquês, mas para todas as zonas da cidade, onde a Câmara Municipal de Lisboa e em particular o Vereador Nunes da Silva, teimam em afrontar os moradores, retirando-lhes a possibilidade de usufruírem como até agora das suas viaturas.

Não é retirando centenas de lugares de estacionamento, como é o caso da actual ideia para Av. Defensores de Chaves, criando em alternativa parques de estacionamento pagos, por vezes a larguíssimas centenas de metros das suas residências e com custos que se desconhecem, mas que ascenderão de certeza a largas centenas, ou mesmo até milhares de euros anuais, que a CML pode querer resolver os problemas de mobilidade e ambientais da Cidade. Quando compraram as suas casas ou instalaram os seus negócios, os moradores e comerciantes, fizeram-no sabendo das condições de estacionamento e circulação existentes. Não pode agora a Câmara, com atitudes meramente propagandísticas, que só visam prejudicar quem cá está há muito tempo, alterar essas condições.

Será justo obrigar estes moradores e comerciantes a pagarem ainda mais para estacionarem as suas viaturas, do que aquilo que já hoje pagam à EMEL?

Os moradores das Avenidas Novas não podem ser impedidos de usarem e estacionarem as suas viaturas, como até agora o fizeram, apenas porque um iluminado se lembrou de repente, que para apresentar obra e beneficiar alguns, que nem vivem nesta zona da cidade, pode prejudicar aqueles que aqui vivem e trabalham há várias dezenas de anos.

É importante que os autarcas daquela que é a principal Freguesia afectada por estas ideias, ouçam a população e tomem uma posição clara sobre esta matéria, que reflicta a posição da maioria daqueles que aqui vivem e trabalham e que são aqueles que ajudam a dar vida e a manterem vivas as Avenidas Novas.
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sábado, 21 de abril de 2012

Coisas que precisa de saber antes de comprar português

In You Tube
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Dezenas de empresas promovem-se como portuguesas. E há dezenas de campanhas a apelar à "compra do que é nosso". O que é "nosso", mesmo "nosso"? Acorde. Indigne-se. Mexa-se.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Que futuro para a Av. Defensores de Chaves?

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A próxima Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima é já na próxima segunda-feira dia 23, onde é importante que os moradores e comerciantes compareçam para, por um lado transmitirem aos autarcas da Freguesia as suas preocupações sobre esta ideia maquiavélica do Vereador Nunes da Silva, mas também para ouvir da parte da Junta de Freguesia o que esta sabe sobre esta ideia.

Independentemente da Ordem de Trabalhos, a Assembleia de Freguesia é pública e dispõe de um período onde o público pode intervir e colocar as suas dúvidas ou preocupações.

E ainda que este assunto não seja da competência da Junta de Freguesia, é obrigação dos autarcas da Freguesia representar a opinião e a vontade dos seus moradores e comerciantes junto da Câmara Municipal, nomeadamente junto do seu Presidente, sendo de sublinhar que a Senhora Presidente da Junta de Freguesia tem lugar por inerência na Assembleia Municipal de Lisboa, onde pode e deve intervir (apesar de nunca o ter feito, pelo que sei) na defesa dos interesses da sua Freguesia e de todos aqueles que nela vivem ou trabalham.

Sobre as ideias do Vereador Nunes da Silva para a Av. Defensores de Chaves e também para a Av. Miguel Bombarda (sim ele também tem ideias para a Miguel Bombarda), consulte a página 7 da sua newsletter Mov Lisboa nº 27 de Abril ou os meus post's de 16 e 17 de Abril e a noticia do Público de 16 de Abril.

Apesar de todos estes anúncios, não se conhece uma única posição da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, (como aliás não se sabe se concorda ou não com as alterações propostas para a Av. João Crisóstomo e para a R. Filipa de Vilhena), apesar de eu saber que pelo menos tem pedido informações à Câmara Municipal sobre esta questão. Espero que segunda-feira, na Assembleia de Freguesia, tenham já algo a dizer à população.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dark Side of the Moon, 39 anos do primeiro disco de ouro

"Faz hoje 39 anos que os Pink Floyd receberam o primeiro disco de ouro de "DarkSide Of The Moon"...Só nos Estados Unidos permaneceria 741 semanas no top (1973/1988)... mais do que qualquer outro album na historia da musica.Já vendeu mais de 50 milhões de discos...e continua a vender ... cerca de 10 mil cópias por semana!Luis Filipe Barros, Facebook, 17-04-2012

Um grande álbum, que faz parte da minha juventude. A par do "Crime of the century" dos Supertramp de 1974, os primeiros álbuns de que me lembro de ouvir, nesses longínquos anos de 1974/75 e que continuam a ser ainda hoje dois Grandes Álbuns, de duas Grandes Bandas, algo que infelizmente já não se vê há muitos anos.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Jardim Gomes de Amorim, devolvido à população

Desde à uns dias que os sem abrigo deixaram de ser vistos no Jardim Gomes de Amorim (vulgo Jardim da Casa da Moeda), voltando o jardim a estar finalmente disponível, na sua totalidade, para uso da população, conforme mostram estas fotos tiradas hoje às 20.30h.


Afinal não era assim tão difícil resolver este problema, bastando haver vontade para tal e principalmente bom senso, apenas lamentando, que tem a responsabilidade da manutenção deste jardim, nada tenha feito para o resolver e continue a deixar que o jardim se degrade.

Basta ver  o estado avançado de desleixo em que se encontra o "WC canino", e o estado das árvores, em que basta um "ventinho" como o que soprou esta tarde, para que junto do parque infantil, tenha caído esta ramo, que da mesma forma que caiu no passeio (felizmente sem atingir ninguém ao que parece), poderia ter caído dentro do parque infantil, como ainda recentemente aconteceu, com o perigo de atingir alguma criança.

Agora que aquele que era para quem de direito o grande causador da degradação do jardim e por outro um obstáculo para a sua recuperação, parece estar resolvido, vamos ver quando começará a recuperação deste Jardim, de forma a que se possa usufruir dele na totalidade. 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Cada português pode escrever como quiser!"

Via "Comunicação Integrada" 1-03-2012
As recentes declarações do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, que em entrevista à TVI, afirmou que "do ponto de vista teórico, a ortografia é uma coisa artificial. Portanto, podemos mudá-la. Até 2015 podemos corrigi-la, temos essa possibilidade e vamos usá-la. Nós temos que aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar. Temos três anos para o fazer", é mais um sinal que o Acordo Ortográfico tem os seus dias contados.

No blog "Comunicação Integrada", Luís Paulo Rodrigues, escreveu recentemente, que «Ao ter anunciado que o Governo vai mudar o Acordo Ortográfico até 2015 e que cada português pode escrever como quiser, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, acaba de matar, e bem, o famigerado acordo.
De facto, as regras de escrita que, ao fim de anos e anos de estudos, nos tinham impingido por decreto com o alegado objectivo de uniformizar a língua – como se em Portugal, no Brasil ou em outros países de expressão portuguesa todos falassem da mesma forma – não têm sentido nenhum. A diversidade é enriquecedora. Uma língua é tanto mais rica quanto mais incorporar as diferenças dos seus falantes.
Basta ler o que escreve António Guerreiro sobre a grafia dupla prevista no acordo ortográfico, num trabalho analítico publicado no suplemento cultural "Actual", do semanário "Expresso", de 25-02-2012, para perceber o que está em causa: "A grafia dupla abrange três domínios: o das consoantes mudas, o da acentuação gráfica e o da capitalização (o uso das maiúsculas). Como o critério é o da pronúncia, temos os casos em que há a supressão obrigatória (ato, seleção), os casos em que há a manutenção obrigatória (facto, dicção) e os casos em que a supressão é facultativa (rece(p)ção, dece(p)ção), em que o Acordo dito de unificação ortográfica conseguiu criar uma divergência onde ela não havia."
Nos últimos tempos, tinham vindo a público vários sinais contrários ao Acordo Ortográfico. Às reservas colocadas na imprensa angolana, seguiu-se a desobediência protagonizada por Vasco da Graça Moura, novo administrador do Centro Cultural de Belém, ao anunciar que a instituição estatal iria comunicar segundo a antiga ortografia. Graça Moura venceu, assim como todos aqueles que resistiram a uma mudança estúpida – incluindo algumas publicações, designadamente os jornais “Público” e “i”.
Já agora, o Governo português deveria preocupar-se com casos de abuso das autoridades brasileiras, que pedem aos portugueses a tradução dos documentos, como passaportes ou cartas de condução. Como se os documentos de Portugal não estivessem escritos em português (ver aqui)

É inadmissível esta atitude das autoridades brasileiras, que continuam a fazer crer que são donos da língua Portuguesa, tentando impor-nos, a nós Portugueses, a maneira de eles falarem e escreverem.

Como disse um dia José Saramago, num debate televisivo, e em resposta a um participante brasileiro que afirmava não perceber o nosso sotaque - "A língua é nossa o sotaque é vosso". Cabe-nos a nós defender a nossa língua.

domingo, 8 de abril de 2012

A Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo e a reforma administrativa do território

A reorganização administrativa territorial autárquica é apenas um dos quatros eixos da Reforma da Administração Local que se encontra em curso. Os outros 3 eixos são : "o Sector Empresarial Local, a Gestão Municipal e o Financiamento, e a Democracia Local, e têm como objectivo a sustentabilidade financeira, a regulação do perímetro de actuação das autarquias e a mudança do paradigma de gestão autárquica".

Esta "Reforma da Administração local visa, promover maior proximidade aos cidadãos, fomentando a descentralização administrativa, reforçando o papel do Poder Local como vector estratégico de desenvolvimento e valorizar a eficiência na gestão e afectação dos recursos públicos, potenciando economias de escala", com o fim de "melhorar a prestação do serviço público."

Na última reunião da Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, a 13 de Março, a CDU, instigada por alguns elementos do público, com destaque para o representante do BE na Assembleia Municipal de Oeiras, apresentou uma moção contra a fusão da Freguesia nos termos da proposta de Lei 44/XII, que se encontra ainda em discussão na Assembleia da República e que pretende "estabelecer os objectivos, os princípios e os parâmetros da reorganização administrativa territorial autárquica".

A moção centra-se exclusivamente na questão da redução do número de Freguesias, esquecendo e escondendo propositadamente da população o reforço de competências e recursos financeiros das Freguesias que a proposta prevê, além de, com os termos e argumentos utilizados, deturpar de forma grosseira os princípios da mesma, que tem nos ganhos de eficiência e de escala, com a consequente melhoria dos serviços prestados às populações, a sua principal razão de ser.

Por outro lado, ao negar liminarmente a possibilidade da Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo poder vir a ser agregada a outra ou outras Freguesias vizinhas, impedindo "a possibilidade de a sua população poder vir a ser beneficiada em termos de novos serviços e meios, que a Freguesia resultante da agregação poderá vir a prestar, melhorando com isso a qualidade de vida da sua população", o PSD não podia deixar de votar contra essa moção, com a apresentação de uma Declaração de Voto, onde justifica a sua posição nesta matéria, tendo como fim último e como sempre, a defesa do bem estar da população da Vila da Cruz Quebrada-Dafundo.

Vamos agora aguardar pelas pronúncias da Câmara e Assembleia Municipal de Oeiras e verificar se aqueles que agora votaram a favor desta moção, manterão ou não ou seu sentido de voto, quando a Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo,  for chamada a dar o seu parecer no âmbito da pronúncia da Assembleia Municipal, conforme previsto no nº 3 do Artigo 10º da proposta de Lei. 

sábado, 7 de abril de 2012

Três milhões e sessenta e nove mil euros!!!

Terminal de contentores de Alcântara

In Sol, 23 Março 2012
Quando é que este espaço é devolvido a Lisboa e aos Lisboetas?

Como é que é possível que um Tribunal Arbitral, que deveria servir para dirimir um conflito de interesses da forma mais justa e de comum acordo entre as partes, tenha sido composto pelas partes que defendiam o mesmo interesse e se sobreponha a uma decisão do Parlamento?

Além de ruinoso para o país, como já concluiu o Tribunal de Contas, este negócio de prorrogação do contrato com a Mota-Engil é contrário aos interesses de Lisboa.

O Governo não pode continuar a permitir que uns poucos vivam “à conta de rendas garantidas pelo Estado”, defraudando as finanças do País . Como o Luís Rodrigues, eu também espero “que o Governo vá defender o erário público como se estivesse a defender o dinheiro de todos nós, porque de facto é disso que se trata.”

sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Situações anómalas e de enorme gravidade"

In Público 4 Abril 2012
A auditoria que nos últimos meses esteve a ser efectuada pela "Câmara Municipal de Oeiras ao exercício de competências delegadas pelo município na Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo", terminou e, como já se esperava, foram detectadas "situações anómalas e de enorme gravidade".

E refiro como já se esperava, pois durante todo o tempo durante o qual esta auditoria decorreu, nunca o Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo foi capaz de explicar de forma clara e fundamentada o que se estaria a passar com as verbas do protocolo de delegação de competências, tomando sempre uma atitude agressiva e colocando as culpas sempre, quer nos auditores da CMO, quer no empreiteiro Horácio Mendes.

Este empreiteiro em Novembro do ano passado escreveu uma carta ao Senhor Presidente da CMO, da qual deu conhecimento aos membros da Assembleia de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, na qual, entre outras questões, reclamava uma dívida da Junta de Freguesia de cerca de 160 mil euros!

Foi afirmado por essa altura, em reunião da Assembleia Municipal, pela D. Maria Manuela Guerra (em representação do Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo), que o dinheiro que era reclamado pelo empreiteiro, estava guardado e a Junta apenas aguardava que o mesmo esclarecesse algumas dúvidas relativamente à sua situação legal, para lhe poder pagar.

Para que não houvesse dúvidas quanto à existência dessas verbas, o PSD e eu próprio solicitámos em 30 de Dezembro, quer ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia, quer ao Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia, "cópias dos documentos bancários com a indicação expressa dos saldos de todas as contas bancárias em nome da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo a 31 de Dezembro".

Como já vem sendo habitual desde o início do mandato, nem um nem outro se dignaram responder, numa clara manifestação de desrespeito pela Lei e pelos membros da Assembleia de Freguesia.

Em reunião de Câmara do passado dia 21 de Março, foi deliberado por unanimidade que "vai ser revogado aquele protocolo e remetido o relatório ao Ministério Público, Tribunal de Contas e às inspecções gerais de Finanças e da Administração Local".

Esta deliberação mais não é que consequência da irresponsabilidade e leviandade com que os membros do executivo da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo têm gerido a Freguesia e em que esta e a sua população são os únicos prejudicados, pois com o fim dos protocolos de descentralização de competências e com um Presidente que teimosamente insiste em manter um ordenado de tempo inteiro, a Freguesia fica sem verba para fazer seja o que for.*

Nos termos da LAL, a Assembleia de Freguesia deve tomar conhecimento e tomar posição, sobre o relatório da auditoria (
alínea n), do nº 1 do artigo 17º), tendo o Senhor Presidente da Junta de Freguesia 10 dias, após o receber, para remeter o referido relatório à Assembleia de Freguesia (alínea s), do nº 1 do artigo 38º).

Uma vez que já passaram 16 dias desde que em reunião de Câmara foi aprovado o referido relatório, irei de imediato 
questionar o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oeiras se já o remeteu à Junta de Freguesia, uma vez que como todos já sabemos, não está nos princípios do Senhor Presidente da Junta de Freguesia, cumprir com as obrigações a que a lei o obriga.


* Segundo a proposta de Orçamento para 2012, apresentada pela Junta de Freguesia e que a oposição em bloco (IOMAF, PSD e CDU), chumbou em Assembleia de Freguesia, a única receita certa da Junta de Freguesia para 2012 eram os 68.000,00€ proveniente do Fundo de Financiamento das Freguesias. Deste valor, pelo Orçamento proposto, 29.867,00€ era o custo do Presidente da Junta, ou seja 44%!!! Se acrescentarmos o custo com os ordenados dos funcionários e respectivos encargos, as despesas com os restantes membros dos órgãos autárquicos e outras pequenas despesas de funcionamento, facilmente se conclui que nada sobra para intervir na Freguesia. Assim a única possibilidade de a Junta de Freguesia fazer alguma obra na freguesia era com a verba proveniente do protocolo de delegação de competências, que há muito se suspeitava estar suspenso e que agora foi revogado

Cronologia: Túnel do Marquês

In Sol 4 Abril 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

5 anos depois de inaugurado, o túnel está finalmente concluído


Foto CML

Com a presença, a convite de António Costa, dos 2 anteriores Presidentes da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes e António Carmona Rodrigues, foi hoje aberta a saída para a Av. António Augusto de Aguiar, do Túnel do Marquês.

5 anos depois de ter sido inaugurado e mais de 4 anos depois de António Costa e o PS terem ganho a Presidência da Câmara de Lisboa, o Túnel, que hoje ninguém se atreve a criticar, fica assim finalmente concluído.

Apesar das inúmeras criticas de que foi alvo, esta foi uma obra que trouxe enormes benefícios à circulação automóvel naquela zona da cidade. Pena foi que os Lisboetas não tenham dado oportunidade a Pedro Santana Lopes de continuar com estes desnivelamentos no eixo central da cidade, como o próprio propôs durante a Campanha eleitoral de 2009.